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Pontos para reflexão e ação

Por Hélio Casale Engenheiro agrônomo, cafeicultor e consultor.

O cultivo do cafeeiro foi há muitos anos, dos mais importantes para o desenvolvimento do nosso país, abrindo estradas, ferrovias, fundando vilas, que se tornaram grandes cidades. Atualmente, ainda exerce grande influência em diversas áreas de clima favorável e que permitem a mecanização desde o plantio até a colheita. Áreas montanhosas situadas em regiões com clima favorável também estão entre as cultivadas com cafeeiros.

Hoje, o Brasil ainda é o maior produtor mundial. A diversidade de práticas empregadas no cultivo é impressionante. A cada momento surgem novas conquistas. Nesse caminhar, alguns pontos importantes merecem ser discutidos, de maneira a provocar mudanças que levem ao aumento da produtividade e redução nos custos de produção. Eis alguns deles:


– Causa espanto observar que, para ajustar a fertilidade, se emprega mais análises de solo que de folhas. 75% das amostras encaminhadas aos laboratórios são de solo e apenas 25% de folhas. As de solo são mais importantes para definir adubações corretivas de cálcio, magnésio, potássio. As de folhas, todos os nutrientes. Analisar folhas antes de cada adubação permite ajustes finos e leva a um equilíbrio nutricional ímpar. Segundo a Dra. Ana Primavesi, planta com nutrição equilibrada raramente é atacada por pragas e moléstias.

– Pequeno emprego do gesso agrícola, produto residual da indústria de fertilizantes fosfatados. Esse produto é indicado para solos com teores baixos de cálcio e elevado teor de alumínio. Para identificar esses solos é necessária uma análise do solo em profundidade, além da convencional. Solos com cálcio em profundidade, sem a presença de alumínio tóxico, não dão resposta satisfatória quando recebem gesso. Seria como chover no molhado.

– Manejo dos matos das entrelinhas: a tradição, ainda fortemente arraigada leva a grande maioria dos cafeicultores a manter o solo das entrelinhas livre de matos o ano todo. Na prática, plantar ou deixar vir os matos das entrelinhas reduz a temperatura do solo, levando a um aumento do sistema radicular, aumenta o teor de matéria orgânica do solo e reduz custos com menor emprego de herbicidas seletivos. Manejo em ruas alternadas também reduz custos.

– Manejo das plantas: criou-se um estigma de que a desbrota é demorada, cara, que não existe mão de obra especializada para realizá-la. Deixar as plantas sem desbrota, sem ajustar o IAF – Índice de Área Foliar é como deixar de educar os filhos na infância e juventude. Não educar desde cedo o filho, não desbrotar sistematicamente a lavoura, depois não tem mais jeito. Perdeu o filho e perdeu a lavoura.

– Manejo da fertilidade: a variação dos nutrientes ao longo do ano mostra que por ocasião da floração, os nutrientes mais exigidos pelo cafeeiro são o Magnésio e o Manganês. Poucos se dão conta desse fato. A florada não pegou foi por seca, chuva entrou atrasada e outras desculpas mais, quando a causa principal foi a falta de nutrição adequada.

– Manejo das plantas no inverno: durante inverno, em temperatura abaixo de 20ºC a 26ºC, o sistema radicular é reduzido e, perto de 2ºC, as folhas são queimadas. Proteger as raízes, mantendo o solo limpo nas entrelinhas. Para proteger as folhas, entrar com pulverização, iniciando pela parte mais baixa do terreno para a mais alta, a cada 3 semanas, empregando a seguinte mistura: melaço de cana a 2%, Terra Sorb Complex (aminoácidos) a 0,5% e o Silicato de Potássio a 1% da calda, visando reduzir o metabolismo, endurecer as folhas e baixar o ponto de congelamento.

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