Conteúdo Original | Revista DBO

Anuário DBO | Desafios da pecuária para crescer e preservar

O avanço do setor exigirá conciliar crescimento da produção com eliminação do desmatamento e prevenção de incêndios florestais.

Por André Rodolfo de Lima – Secretário extraordinário de Controle de Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial, do Ministério do Meio Ambiente. É advogado de formação, mestre em gestão e política ambiental e ex-secretário de Meio Ambiente do DF.

O Brasil detém o maior rebanho comercial do mundo, abate 46 milhões de bovinos por ano e é o maior exportador de carne do planeta. Somente na Amazônia Legal a pecuária ocupa mais de 75 milhões de hectares, o que representa mais de 80% de toda a área agropecuária da região.

Ao mesmo tempo, a agropecuária brasileira responde por 29% das emissões nacionais de gases de efeito estufa (GEE), onde a fermentação entérica dos bovinos responde pela maior parte: 64%.

Esses números dão conta do gigantesco desafio que temos adiante para cumprir as metas de redução de emissões, tanto por fermentação entérica como por uso e ocupação do solo, esta responsável por 39,5% do total de emissões em 2022, de acordo com o inventário brasileiro de emissões de GEE. O fortalecimento da pecuária sustentável (de baixas emissões e livre de desmatamento) será estratégico para o cumprimento das nossas metas climáticas, sobretudo a de desmatamento zero até 2030, assumida pelo governo na Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil apresentada na COP-30, em Belém (PA).

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O Brasil detém o maior rebanho comercial do mundo, abate 46 milhões de bovinos por ano e é o maior exportador de carne do planeta. Somente na Amazônia Legal a pecuária ocupa mais de 75 milhões de hectares, o que representa mais de 80% de toda a área agropecuária da região.

Ao mesmo tempo, a agropecuária brasileira responde por 29% das emissões nacionais de gases de efeito estufa (GEE), onde a fermentação entérica dos bovinos responde pela maior parte: 64%.

Esses números dão conta do gigantesco desafio que temos adiante para cumprir as metas de redução de emissões, tanto por fermentação entérica como por uso e ocupação do solo, esta responsável por 39,5% do total de emissões em 2022, de acordo com o inventário brasileiro de emissões de GEE. O fortalecimento da pecuária sustentável (de baixas emissões e livre de desmatamento) será estratégico para o cumprimento das nossas metas climáticas, sobretudo a de desmatamento zero até 2030, assumida pelo governo na Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil apresentada na COP-30, em Belém (PA).

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