Conteúdo: 14/07/2022

Revista DBO | CFM migra de vez para o Centro-Oeste

Neste ano, o tradicional leilão da empresa será realizado em Campo Grande (MS); todo o trabalho de seleção já se concentra em território sul-mato-grossense

Por Carolina Rodrigues

A Agropécuária CFM dá mais um passo rumo à concentração de seus negócios no Centro-Oeste. Após 24 anos ininterruptos, deixará de realizar seu tradicional leilão na Fazenda São Francisco, em Magda (SP), transferindo-o para Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, onde a empresa mantém as Fazendas Lajeado (em Dois Irmãos do Buriti), e Paiaguás (em Aquidauana), ambas próximas ao Pantanal. Juntas, elas somam 13.000 ha e abrigam um rebanho de 25.000 cabeças, sendo 11.0000 matrizes.

Empresa de origem inglesa sediada no Brasil desde a década de 1920, a CFM é considerada uma potência na produção de touros CEIP (Certificado Especial de Identificação e Produção), documento que há 30 anos comprova a superioridade genética de seu rebanho.

A transferência do leilão para Campo Grande faz parte da nova estratégia comercial da empresa, que busca maior facilidade logística (seus touros já são produzidos na região) e reposicionamento no mapa atual da pecuária brasileira, que tem migrado de São Paulo para outras regiões, empurrada pela agricultura.

As terras da empresa em São Paulo serão destinadas exclusivamente à produção de cana-de-açúcar para abastecer usinas vizinhas. Tanto a pecuária quanto a produção de eucalipto serão concentradas no Mato Grosso do Sul. A mudança, segundo a CFM, visa facilitar a comercialização de touros, que garante boa parte da receita da pecuária, atividade responsável por 20% do faturamento anual da empresa, estimado em R$ 270 milhões.

A CFM vende entre 1.200 e 1.500 touros por ano, e o principal destino é o Centro-Oeste, principalmente Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. “Estamos vindo para perto da vaca. A cria está se concentrando no Pantanal”, resume Tamires Neto, gerente de pecuária da CFM. Quando tornou-se pioneira no programa CEIP, em 1993, a CFM comercializava 477 touros para 22 clientes. Em 2021, vendeu 1.119, para 127 clientes, em 13 Estados. A empresa detém o recorde histórico de comercialização de reprodutores certificados no Brasil: são cerca de 47.000, ao longo de 30 anos, para todos os Estados brasileiros, e também para o Paraguai.

 

 

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Revista DBO | Diferimento de pastagens, boa estratégia para seca.

Método pode ser usado de forma combinada com outros tipos de pastoreio, como lotação contínua e rotacionada

Por Adilson de Paula Almeida Aguiar – Zootecnista, professor em cursos de pós-graduação do Rehagro e das Faculdades Associadas de Uberaba (Fazu); consultor associado da Consupec (Consultoria e Planejamento Pecuário), de MG, e investidor nas atividades de pecuária de corte e leite.

No dia 21 de junho, chegou a estação de inverno de 2022 no Hemisfério Sul. Se sua fazenda está em regiões onde essa estação coincide com a seca, a disponibilidade e também a qualidade da forragem cairão gradativamente ao longo da estação. Uma das estratégias para garantir pelo menos disponibilidade desse alimento é o “diferimento”, que consiste em deixar uma parte das pastagens em descanso antes do término do período chuvoso, com o objetivo de acumular forragem para consumo durante o período da seca.

Esse método também é conhecido no meio pecuário como “ vedação” ou “veda”. A forragem acumulada é chamada de “feno em pé”, pois o capim, desidratado pela falta de chuvas, lembra esse volumoso.

O diferimento pode ser usado de forma combinada com outros métodos de pastoreio, tais como lotação contínua e lotação rotacionada, mas normalmente é empregado em sistemas de baixa e média intensificação da produção, que alcançam até 2 UA/ha/ano. O processo de vedação deve ser iniciado 60-120 dias antes de se estabelecer na região o fator climático que determina a diminuição ou a paralisação do crescimento do capim.

Na maioria das regiões pecuárias do Brasil, o fator climático mais importante é a chuva. Outro parâmetro importante para determinar de quando iniciar o diferimento das pastagens é o balanço entre a quantidade de forragem que se deseja acumular e seu valor nutritivo. Quanto mais cedo em relação ao término das chuvas for feito o diferimento, maior será a quantidade de forragem acumulada, porém menor será o seu valor nutritivo e vice-versa.

 

 

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