Conteúdo: 24/02/2022

Revista DBO | Praguicidas: quando o feitiço vira contra o feiticeiro!

O professor titular da FMVZ-USP e colunista da Revista DBO, Enrico Ortolani, explica que entender como os praguicidas funcionam é fundamental para não cometer erros

Morte de bovinos intoxicados por organofosforados no Rio Grande do Sul. Foto: Ana Lúcia Schild

Por Enrico Ortolani – Professor titular de Clínica de Ruminantes da FMVZ-USP (ortolani@usp.br)

Para início de conversa, os dicionários definem a palavra, de origem latina, “praga”, como tudo que ataca, lesa ou causa doença às plantas, aos animais e aos homens. Sendo assim, tudo que ataca tais pragas é classificado como praguicida (cida = matar). Porém, na língua inglesa o termo praga foi traduzido como “peste”, daí eles chamarem de “pesticidas”, o que para nós não faz sentido e não deveria ser empregado, como frequentemente o é.

Por milênios, o homem viu parte de suas lavouras ou de seus rebanhos ser atacada por pragas das mais variadas ordens (insetos, moscas, larvas, taturanas e outras bicharadas) sem poder exterminá-las para valer. Testou de tudo, desde tabaco, todos os temperos, urtiga, enxofre, cobre, arsênio e outras substâncias. Alguns até que reduziam parcialmente as pragas, mas a maioria nem sempre funcionava.

Um pouco de história

Em busca de praguicidas mais potentes, os alemães sintetizaram na década de 1930, os clorados (BHC, DDT, lindano, aldrin e companhia bela), que atuavam em quase tudo, mas, além de serem muito tóxicos, se acumulavam no organismo animal e humano. Assim, eles foram proibidos em 1989 no Brasil. Nessa mesma época, eles sintetizaram também os organofosforados, compostos cujos nomes terminam em “fós” (como clorpirifós), “on” (exemplo: diazinon), “fon” (triclorfon) ou “vós” (diclorvós). Eram bem menos acumulativos, mas tinham grande eficácia contra os mais variados tipos de pragas.

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Revista DBO | Museu do Carrapato amplia atuação e presta serviços

Além de abrigar vasto material para pesquisas e informações gerais sobre a praga, ele pretende funcionar também como um disseminador intensivo de tecnologias de manejo

A identificação do parasita e de sua resistência aos acaracidas garantem melhor controle.

Por Ariosto Mesquita

O Museu do Carrapato, criado em 2012 pela Embrapa Gado de Corte (Campo Grande, MS), vai ganhar nova configuração e, ao mesmo tempo, ampliar ações em ambientes híbridos (digital e físico). Além de abrigar vasto material para pesquisas e informações gerais sobre a praga, ele pretende funcionar também como um disseminador intensivo de tecnologias de manejo, além da prestar serviços aos pecuaristas e desenvolver ações de apoio à educação científica infantil.

“Dentre as novidades, estamos firmando uma parceria com a Prefeitura de Campo Grande. A Embrapa se comprometeu a oferecer subsídios aos professores de ciência que atuam na rede de laboratórios da capital sul-mato-grossense para que eles possam dar orientações atualizadas e contextualizadas às crianças sobre os cuidados com carrapatos”, revela o pesquisador Renato Andreotti, idealizador e coordenador do museu, que completou 10 anos em janeiro de 2022.

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