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Touros: é tempo para melhores catálogos

LEIA a coluna do veterinário Fernando Furtado Velloso sobre a urgência de catálogos mais completos e informativos na venda de touros.

Por Fernando Furtado Velloso – Veterinário, produtor rural, mestre em Produção Animal, sócio da Assessoria Agrop. FFVelloso & Dimas Rocha e da CRIO Central Genética Bovina.

Em meu trabalho de mestrado (2022) foram analisados cerca de 60 leilões do Rio Grande do Sul, que ofertaram mais de 4.000 touros. O objetivo era avaliar a disponibilidade de informações nos catálogos e o nível tecnológico do produto touro.

Entre as conclusões, ficou bem claro que muitos vendedores informam menos sobre os seu touros do que poderiam. Em 2025, vemos ainda catálogos similares aos de 20 ou 30 anos atrás. São pouco informativos: resumem a genealogia em pai e avô materno; restringuem os dados do reprodutor ao peso e PE na data da venda; e a avaliação genética a poucos índices ou DEPs. Uma linha basta para descrever um produto que levou três anos pra sair do ventre da vaca e ir para o mercado.

As informações omitidas ou supersimplificadas levam à perda de diferenciação do produto. Sem a possibilidade de diferenciação, o comprador usa como régua comparativa os poucos dados disponíveis. Tendem a ser melhor vendidos os mais pesados, bonitos, fotogênicos e de índices maiores. E assim seguimos numa corrida por mais peso nos touros (mais custo e menos funcionalidade). Subestimamos a capacidade e interesse do comprador.

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Entre as conclusões, ficou bem claro que muitos vendedores informam menos sobre os seu touros do que poderiam. Em 2025, vemos ainda catálogos similares aos de 20 ou 30 anos atrás. São pouco informativos: resumem a genealogia em pai e avô materno; restringuem os dados do reprodutor ao peso e PE na data da venda; e a avaliação genética a poucos índices ou DEPs. Uma linha basta para descrever um produto que levou três anos pra sair do ventre da vaca e ir para o mercado.

As informações omitidas ou supersimplificadas levam à perda de diferenciação do produto. Sem a possibilidade de diferenciação, o comprador usa como régua comparativa os poucos dados disponíveis. Tendem a ser melhor vendidos os mais pesados, bonitos, fotogênicos e de índices maiores. E assim seguimos numa corrida por mais peso nos touros (mais custo e menos funcionalidade). Subestimamos a capacidade e interesse do comprador.

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