Por Demétrio Costa
Por Demétrio CostaNo seu quarto levantamento anual dos TOP 20 Confinadores, a DBO apurou crescimento de 24,3% no total de animais terminados no cocho por esse grupo no ano passado: foram 2,461 milhões, ante 1,980 milhão em 2023.
Parte desse aumento se deve à presença no ranking da JBJ, com 244.697 cabeças, que não havia revelado seus números em 2024. Este ano, ela foi a terceira colocada, depois da MFG com 328.745 e da JBS com 280.000. Além do crescimento expressivo das operações dos TOP 20 no ano passado, também chama a atenção o novo salto que projetam para 2025, quando pretendem chegar a cerca de 3 milhões de cabeças, como se destaca no novo Especial Confinamento da DBO.
Na reportagem de capa do Especial, uma novidade. Projeto pioneiro de cooperativas paranaenses está abrindo caminho para que cruzados leiteiros conquistem espaço no confinamento com potencial para alimentar programas de carne de qualidade. A ação, que envolve as cooperativas Capal, de Arapoti, e Frísia, de Carambeí, e a CooperAliança Carnes Nobres, de Guarapuava, representa a estreia por aqui do chamado Beef on Dairy norte-americano. Lá, estima-se que os produtos oriundos da inseminação de vacas holandesas com Angus já respondam por 15% a 20% dos abates.
Diferentemente dos cruzados leiteiros comuns, os ‘gabirus’, os machos e fêmeas fornecidos por associados da Capal e da Frísia também são todos com sangue Angus em vacas holandesas ou Jersey. No ano passado, a CooperAliança abateu 600 deles e parte da carne foi vendida como ‘premium’, de maior valor agregado, com certificação da Associação de Angus e prêmio de até 10% para os produtores. A previsão é de que, este ano, o total de abates suba para 1.200, podendo alcançar 10.000 em três anos, a partir da inseminação de 15 mil vacas pelas duas cooperativas.
Para dar suporte aos associados, a cooperativa Frísia montou um boitel com capacidade estática para 4.000 animais. No caso da Capal, são os próprios produtores que cuidam de todo o ciclo, do nascimento à engorda. Nos dois casos, todos os machos são castrados e existem protocolos nutricionais a seguir. O exemplo paranaense pode representar uma oportunidade para que grandes fazendas leiteiras reservem parte do plantel para o Beef on Dairy, em parceria com confinadores. Confira na reportagem de Renato Villela.
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Por Demétrio CostaNo seu quarto levantamento anual dos TOP 20 Confinadores, a DBO apurou crescimento de 24,3% no total de animais terminados no cocho por esse grupo no ano passado: foram 2,461 milhões, ante 1,980 milhão em 2023.
Parte desse aumento se deve à presença no ranking da JBJ, com 244.697 cabeças, que não havia revelado seus números em 2024. Este ano, ela foi a terceira colocada, depois da MFG com 328.745 e da JBS com 280.000. Além do crescimento expressivo das operações dos TOP 20 no ano passado, também chama a atenção o novo salto que projetam para 2025, quando pretendem chegar a cerca de 3 milhões de cabeças, como se destaca no novo Especial Confinamento da DBO.
Na reportagem de capa do Especial, uma novidade. Projeto pioneiro de cooperativas paranaenses está abrindo caminho para que cruzados leiteiros conquistem espaço no confinamento com potencial para alimentar programas de carne de qualidade. A ação, que envolve as cooperativas Capal, de Arapoti, e Frísia, de Carambeí, e a CooperAliança Carnes Nobres, de Guarapuava, representa a estreia por aqui do chamado Beef on Dairy norte-americano. Lá, estima-se que os produtos oriundos da inseminação de vacas holandesas com Angus já respondam por 15% a 20% dos abates.
Diferentemente dos cruzados leiteiros comuns, os ‘gabirus’, os machos e fêmeas fornecidos por associados da Capal e da Frísia também são todos com sangue Angus em vacas holandesas ou Jersey. No ano passado, a CooperAliança abateu 600 deles e parte da carne foi vendida como ‘premium’, de maior valor agregado, com certificação da Associação de Angus e prêmio de até 10% para os produtores. A previsão é de que, este ano, o total de abates suba para 1.200, podendo alcançar 10.000 em três anos, a partir da inseminação de 15 mil vacas pelas duas cooperativas.
Para dar suporte aos associados, a cooperativa Frísia montou um boitel com capacidade estática para 4.000 animais. No caso da Capal, são os próprios produtores que cuidam de todo o ciclo, do nascimento à engorda. Nos dois casos, todos os machos são castrados e existem protocolos nutricionais a seguir. O exemplo paranaense pode representar uma oportunidade para que grandes fazendas leiteiras reservem parte do plantel para o Beef on Dairy, em parceria com confinadores. Confira na reportagem de Renato Villela.
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