Sistema Diamantino viabiliza renovação de pastagens
Consórcio capim-sorgo, apresentado pela Embrapa na COP30, permite produzir silagem de qualidade, que paga os custos de renovação de áreas degradadas.
Pasto já formado após dois cortes para silagem.
Por Ariosto Mesquita
Foram quase quatro anos de estudos e experimentos a campo até sua validação e lançamento oficial em novembro do ano passado. Agora, o Sistema Diamantino entra em sua primeira safra cheia (2025/2026) como uma das tecnologias de baixa emissão de carbono da Embrapa na COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas), que acontece neste mês em Belém (PA).
Considerado um protocolo “da pecuária para a pecuária” (sem produção de grãos), ele sinaliza com a possibilidade de transformar pastos degradados em produtivos, fazendo silagem para amortização de custos. Com essa técnica de renovação, não há necessidade de aumentar a área de pastagens, nem de converter parte delas em lavouras.
O sistema prevê o plantio consorciado de sorgo com capim (Braquiária e/ou Panicum), dois cortes para produção de volumoso e o estabelecimento de um pasto de qualidade no início da safra seguinte. A produção de comida ensilada para o rebanho é uma peça-chave para a viabilidade financeira do Diamantino, que segue o conceito de renovação de pastagens caracterizado pela própria Embrapa como “restauração da produção forrageira introduzindo uma nova espécie ou cultivar em substituição à anterior”, procedimento geralmente indicado quando mais de 40% do pasto está degradado.
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Considerado um protocolo “da pecuária para a pecuária” (sem produção de grãos), ele sinaliza com a possibilidade de transformar pastos degradados em produtivos, fazendo silagem para amortização de custos. Com essa técnica de renovação, não há necessidade de aumentar a área de pastagens, nem de converter parte delas em lavouras.
O sistema prevê o plantio consorciado de sorgo com capim (Braquiária e/ou Panicum), dois cortes para produção de volumoso e o estabelecimento de um pasto de qualidade no início da safra seguinte. A produção de comida ensilada para o rebanho é uma peça-chave para a viabilidade financeira do Diamantino, que segue o conceito de renovação de pastagens caracterizado pela própria Embrapa como “restauração da produção forrageira introduzindo uma nova espécie ou cultivar em substituição à anterior”, procedimento geralmente indicado quando mais de 40% do pasto está degradado.
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