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Silagem de capim em ascensão no prato do boi

Cresce o uso da silagem de capim, tanto no confinamento quanto na recria, e pesquisa avalia vantagens da técnica do pré-secado em comparação com o corte direto.

Processo de colheita do capim (no detalhe, pastagem irrigada da Fazenda Jacarandá (MT), destinada à produção de silagem.

Por Renato Villela

A silagem de capim está ganhando cada vez mais protagonismo no cardápio do boi. Em levantamento feito pela Unesp de Jaboticabal (SP), com 36 nutricionistas responsáveis pela formulação de dietas para 6,08 milhões de cabeças de gado confinado (86,4% do total do País), 23,5% apontaram a silagem de capim como fonte primária de volumoso, ante 8,3% na pesquisa de 2021.

Este salto no uso do produto (que também está frequentando cada vez mais o cocho dos animais de recria) pode ser explicado por fatores como a geração de excedentes de forragem pela adubação, maior difusão de serviços terceirizados de colheita e ensilagem e avanço da integração lavoura-pecuária, além da evolução na tecnologia de produção, com o chamado emurchecimento do capim (pré-secado).

O excesso de água nas gramíneas in natura sempre foi considerado o principal inimigo da silagem de capim. Com o chorume que escorre do silo durante o processo de fermentação do material, perde-se boa quantidade de nutrientes. Esse líquido também favorece a proliferação de bactérias do gênero Clostridium, que geram fermentação indesejada, de odor forte, desagradável. Com a desidratação parcial do capim, seu valor nutricional é melhor preservado, porém surgem algumas indagações: será que o pré-secado garante melhor desempenho animal do que a silagem de capim tradicional (corte direto)? Há outros benefícios no uso desta tecnologia ainda pouco difundida? Em quais circunstâncias a estratégia é mais indicada?

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A silagem de capim está ganhando cada vez mais protagonismo no cardápio do boi. Em levantamento feito pela Unesp de Jaboticabal (SP), com 36 nutricionistas responsáveis pela formulação de dietas para 6,08 milhões de cabeças de gado confinado (86,4% do total do País), 23,5% apontaram a silagem de capim como fonte primária de volumoso, ante 8,3% na pesquisa de 2021.

Este salto no uso do produto (que também está frequentando cada vez mais o cocho dos animais de recria) pode ser explicado por fatores como a geração de excedentes de forragem pela adubação, maior difusão de serviços terceirizados de colheita e ensilagem e avanço da integração lavoura-pecuária, além da evolução na tecnologia de produção, com o chamado emurchecimento do capim (pré-secado).

O excesso de água nas gramíneas in natura sempre foi considerado o principal inimigo da silagem de capim. Com o chorume que escorre do silo durante o processo de fermentação do material, perde-se boa quantidade de nutrientes. Esse líquido também favorece a proliferação de bactérias do gênero Clostridium, que geram fermentação indesejada, de odor forte, desagradável. Com a desidratação parcial do capim, seu valor nutricional é melhor preservado, porém surgem algumas indagações: será que o pré-secado garante melhor desempenho animal do que a silagem de capim tradicional (corte direto)? Há outros benefícios no uso desta tecnologia ainda pouco difundida? Em quais circunstâncias a estratégia é mais indicada?

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