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Revolução tropical sustentável

Em seus 40 anos de desenvolvimento, a ILP evoluiu imensamente e tornou-se o principal “cartão de visitas” da agropecuária nacional.

Por Ariosto Mesquita

Quando os produtores holandeses Krijn Wielemaker e Ake Bernhard van der Vinne se instalaram no sudoeste de Mato Grosso do Sul, nos anos 1970, certamente não imaginavam que o modelo de produção integrada que desenvolveriam se tornaria o principal cartão de visitas da agropecuária tropical brasileira. A ideia deles, a princípio, era adquirir umas terrinhas em Maracaju e plantar trigo, quem sabe soja, mas deixaram um legado gigantesco.

Após 40 anos de adoção (desde as primeiras experiências no início da década de 80 até os dias atuais), a integração lavoura-pecuária (ILP) já ocupa 16,1 milhões de ha, 83% da área explorada com a totalidade dos sistemas integrados no País, estimada em 19,4 milhões de ha. A maior parte dos projetos de ILP (15,7 milhões/ha) está concentrada nos biomas Cerrado e Amazônia. O MS lidera o ranking, com 18,4% de sua área total explorada com esse tipo de sistema, seguido pelo MT, com 13,2%.

Esses números são da Rede ILPF, associação composta por nove empresas do Agro (Suzano, Embrapa, Bradesco, Timac Agro, Minerva Foods, Cocamar, John Deere, Syngenta, Soesp) e que tem por objetivo estimular a adoção de sistemas integrados no País. Aliás, a partir de 2024, será possível obter informações sobre áreas integradas em tempo real.

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