Artigo do zootecnista Adilson Aguiar trata dos desafios do planejamento alimentar em sistemas de pastagens

Por Adilson de Paula Almeida Aguiar – Zootecnista, professor em cursos de pós-graduação do Rehagro e das Faculdades Associadas de Uberaba (Fazu); consultor associado da Consupec (Consultoria e Planejamento Pecuário), de MG, e investidor nas atividades de pecuária de corte e leite.
Alimentar bovinos o ano inteiro em pasto poderia ser sinônimo de menos custo e trabalho, desde que houvesse quantidade e qualidade contínua de forragem, mas isso não acontece, devido à estacionalidade de produção. Os pecuaristas de países de clima temperado enfrentam maiores desafios do que os de clima tropical, pois têm um período muito curto por ano para garantir alimentação ao rebanho, em função do inverno rigoroso. Justamente por isso, incorporaram à sua cultura a conservação de forragens na forma de feno, pré-secado, silagem etc, uma prática pouco usual por aqui.
As limitações ao crescimento de pastagens no mundo se distribuem assim: em 36% das terras, o principal entrave é a temperatura; em 31%, o déficit hídrico; em 24%, os dois fatores e, em 9%, nenhum dos dois é limitante. Na maior parte do Brasil, o déficit hídrico é o principal fator condicionante da estacionalidade forrageira. Mesmo pastagens irrigadas apresentam estacionalidade, devido à diminuição da radiação solar, temperatura e fotoperíodo, como demonstra a curva de produção de um pasto de Tifton 85 irrigado, em Uberaba (MG), apresentada no gráfico.
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Por Adilson de Paula Almeida Aguiar – Zootecnista, professor em cursos de pós-graduação do Rehagro e das Faculdades Associadas de Uberaba (Fazu); consultor associado da Consupec (Consultoria e Planejamento Pecuário), de MG, e investidor nas atividades de pecuária de corte e leite.
Alimentar bovinos o ano inteiro em pasto poderia ser sinônimo de menos custo e trabalho, desde que houvesse quantidade e qualidade contínua de forragem, mas isso não acontece, devido à estacionalidade de produção. Os pecuaristas de países de clima temperado enfrentam maiores desafios do que os de clima tropical, pois têm um período muito curto por ano para garantir alimentação ao rebanho, em função do inverno rigoroso. Justamente por isso, incorporaram à sua cultura a conservação de forragens na forma de feno, pré-secado, silagem etc, uma prática pouco usual por aqui.
As limitações ao crescimento de pastagens no mundo se distribuem assim: em 36% das terras, o principal entrave é a temperatura; em 31%, o déficit hídrico; em 24%, os dois fatores e, em 9%, nenhum dos dois é limitante. Na maior parte do Brasil, o déficit hídrico é o principal fator condicionante da estacionalidade forrageira. Mesmo pastagens irrigadas apresentam estacionalidade, devido à diminuição da radiação solar, temperatura e fotoperíodo, como demonstra a curva de produção de um pasto de Tifton 85 irrigado, em Uberaba (MG), apresentada no gráfico.