Conteúdo Original | Revista DBO

Pecuária Verde: receita de lucro.

Pecuaristas do Pará mantêm o legado da intensificação de pastagens deixado pelo famoso projeto Pecuária Verde e obtêm lucratividade de até R$ 5.000/ha/ano.

Animais no módulo Mamede, em outubro, com capim verde e ganho de 900 g/cab/dia.

Por Maristela Franco

Lançado pelo Sindicato Rural de Paragominas (PA), em 2011, o Projeto Pecuária Verde deixou uma herança inestimável no Pará: a consciência de que a intensificação de pastagens é o caminho para o lucro. Parte de um esforço para retirar a pecuária local do extrativismo e melhorar sua imagem após a Operação Arco de Fogo de 2008, conduzida pelo Ministério Público Federal contra o desmatamento ilegal na Amazônia, o projeto passou por três fases.

Na primeira (2010-2011), foram estabelecidos seus fundamentos, com apoio das ONGs Amigos da Terra e The Nature Conservancy (TNC). Na segunda (2012-2014), foram realizadas ações diretas em seis fazendas-piloto, com recursos do Fundo Vale e da Corteva, sob orientação dos professores Ricardo Ribeiro Rodrigues, Moacyr Corsi (ambos da Esalq/USP) e Mateus Paranhos, da Unesp-Jaboticabal. Na terceira fase (2015 a 2024), os próprios produtores assumiram os custos da consultoria.

“O projeto previa ações nas áreas de recuperação ambiental, intensificação de pastagens e bem-estar animal. Em seu auge, em 2021, tinha 15 participantes”, informa o agrônomo Arlindo Pacheco Junior, que acompanhou o trabalho do professor Moacyr Corsi na região. Hoje, ele atende um número equivalente de fazendas no Pará, por meio de sua consultoria PI Serviços Agropecuários. Muitas delas são “herdeiras” do Pecuária Verde, como a Dona Eunice, que DBO visitou a convite da TNC.

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Lançado pelo Sindicato Rural de Paragominas (PA), em 2011, o Projeto Pecuária Verde deixou uma herança inestimável no Pará: a consciência de que a intensificação de pastagens é o caminho para o lucro. Parte de um esforço para retirar a pecuária local do extrativismo e melhorar sua imagem após a Operação Arco de Fogo de 2008, conduzida pelo Ministério Público Federal contra o desmatamento ilegal na Amazônia, o projeto passou por três fases.

Na primeira (2010-2011), foram estabelecidos seus fundamentos, com apoio das ONGs Amigos da Terra e The Nature Conservancy (TNC). Na segunda (2012-2014), foram realizadas ações diretas em seis fazendas-piloto, com recursos do Fundo Vale e da Corteva, sob orientação dos professores Ricardo Ribeiro Rodrigues, Moacyr Corsi (ambos da Esalq/USP) e Mateus Paranhos, da Unesp-Jaboticabal. Na terceira fase (2015 a 2024), os próprios produtores assumiram os custos da consultoria.

“O projeto previa ações nas áreas de recuperação ambiental, intensificação de pastagens e bem-estar animal. Em seu auge, em 2021, tinha 15 participantes”, informa o agrônomo Arlindo Pacheco Junior, que acompanhou o trabalho do professor Moacyr Corsi na região. Hoje, ele atende um número equivalente de fazendas no Pará, por meio de sua consultoria PI Serviços Agropecuários. Muitas delas são “herdeiras” do Pecuária Verde, como a Dona Eunice, que DBO visitou a convite da TNC.

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