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Paixão pelo zebu: uma herança genética

Em conversa com a repórter Carolina Rodrigues, Cláudio Sabino Carvalho Filho fala do que pensa sobre a genética zebuína e de como dá sequência ao trabalho de seleção Nelore da marca Naviraí herdada de seu pai, que há várias décadas mirou na produtividade e não na pista.

Por Carolina Rodrigues

Cláudio Sabino Carvalho Filho (o Claudinho) havia acabado de dirigir 413 km de Naviraí (MS) até Londrina (PR), para acompanhar um seus leilões virtuais na sede da Programa Leilões, quando iniciou esta entrevista com a repórter Carolina Rodrigues, da DBO. Discreto, já foi logo dizendo: “Não gosto muito de falar sobre recordes de preços”. Para ilustrar, mencionou uma frase que ouviu de David Makin, CEO da CFM Leachman, durante uma visita que fez aos EUA: “Não entendo essa disputa de vocês pela maior média em leilão; no mercado que conheço, ganha quem vende mais barato”.

No caso da Naviraí – que completa 60 anos em 2025 e traz na bagagem todo um trabalho de seleção feito pelo pai de Claudinho (o saudoso Cláudio Sabido), seu avô (Torres Homem) e seu tio avô (Rubico Carvalho), é difícil não falar de números. A grife tem sua genética espalhada Brasil afora, com mais de 50.000 registros genealógicos acumulados na Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ). Vende 650 touros e 200 fêmeas em oito leilões, que atingem recordes de preço, como a cota de 40% do touro Basco de Naviraí, negociada pela bagatela de US$ 1 milhão em 2007.

Do criatório, também saíram recordistas de venda de sêmen, como Donato e Funcionário, que venderam 308.000 e 240.000 doses cada, respectivamente, sem esquecer reprodutores mais antigos como Gangster, Paysandu e Guincho de Navirai, que, mesmo anos após sua morte, continuaram vendendo sêmen por R$ 1.000 a dose. Tranquilo e meticuloso, Claudinho continua buscando o Nelore produtivo, funcional e adaptado defendido por seu pai, a partir de um plantel de 1.500 fêmeas, mantido em duas propriedades: a Santa Marta (Naviraí, MS) e a Chácara Naviraí (Uberaba, MG), mas agora com muito mais tecnologia. Confira!

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Cláudio Sabino Carvalho Filho (o Claudinho) havia acabado de dirigir 413 km de Naviraí (MS) até Londrina (PR), para acompanhar um seus leilões virtuais na sede da Programa Leilões, quando iniciou esta entrevista com a repórter Carolina Rodrigues, da DBO. Discreto, já foi logo dizendo: “Não gosto muito de falar sobre recordes de preços”. Para ilustrar, mencionou uma frase que ouviu de David Makin, CEO da CFM Leachman, durante uma visita que fez aos EUA: “Não entendo essa disputa de vocês pela maior média em leilão; no mercado que conheço, ganha quem vende mais barato”.

No caso da Naviraí – que completa 60 anos em 2025 e traz na bagagem todo um trabalho de seleção feito pelo pai de Claudinho (o saudoso Cláudio Sabido), seu avô (Torres Homem) e seu tio avô (Rubico Carvalho), é difícil não falar de números. A grife tem sua genética espalhada Brasil afora, com mais de 50.000 registros genealógicos acumulados na Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ). Vende 650 touros e 200 fêmeas em oito leilões, que atingem recordes de preço, como a cota de 40% do touro Basco de Naviraí, negociada pela bagatela de US$ 1 milhão em 2007.

Do criatório, também saíram recordistas de venda de sêmen, como Donato e Funcionário, que venderam 308.000 e 240.000 doses cada, respectivamente, sem esquecer reprodutores mais antigos como Gangster, Paysandu e Guincho de Navirai, que, mesmo anos após sua morte, continuaram vendendo sêmen por R$ 1.000 a dose. Tranquilo e meticuloso, Claudinho continua buscando o Nelore produtivo, funcional e adaptado defendido por seu pai, a partir de um plantel de 1.500 fêmeas, mantido em duas propriedades: a Santa Marta (Naviraí, MS) e a Chácara Naviraí (Uberaba, MG), mas agora com muito mais tecnologia. Confira!

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