
Por Demétrio Costa
No mês em que o Pará sedia a COP30, principal evento anual das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, a DBO traz do Pará exemplos de pecuária altamente sustentável que lá se pratica. São fazendas que, com adubação e manejo eficiente de pastagens, vêm conseguindo ganhos médios diários em torno de 900g para o gado, com alta lotação, garantindo lucratividade de até R$ 5.000/ha/ano.
Os projetos visitados pela editora Maristela Franco, um em Maracanã, a 164 quilômetros de Belém, e outro em Paragominas, a 300 quilômetros da capital, são fruto do Programa Pecuária Verde lançado pelo Sindicato Rural de Paragominas em 2011 para mudar a face da pecuária da região.
Três anos antes, Paragominas havia sido foco da Operação Arco de Fogo, do Ministério Público Federal, de combate ao amplo desmatamento ilegal na região. As bases do Pecuária Verde foram estabelecidas em seis fazendas-piloto entre 2012 e 2014 pelos professores Moacyr Corsi e Ricardo Ribeiro Rodrigues, da Esalq/USP, e Mateus Paranhos, da Unesp Jaboticabal, contemplando recuperação ambiental, intensificação de pastagens e bem-estar animal.
Após 2014, o programa ganhou vida própria e o número de fazendas chegou a 15, com os próprios pecuaristas bancando as consultorias. A reportagem de Maristela mostra como Antônio Lobato, da Fazenda Dona Eunice, de Maracanã, e Marcos Vinicius Scaramussa, da Fazenda São Luiz, de Paragominas, planejam aumentar as áreas de intensificação.
Ainda no Especial Pastagens, artigo questiona a resistência dos pecuaristas na adoção de cultivares novos e mais produtivos: “Afinal, se até o boi mudou, por que o pasto continua o mesmo?”.
Outra reportagem aponta para o trabalho da pesquisa no desenvolvimento de cultivares de capim que conservem as sementes em cachos e gradualmente acabem com o processo dominante de colheita de sementes com varredura do solo. Atualmente, as duas variedades mais utilizadas em sistemas de integração – a braquiária Ruziziensis e o panicum Miyagui – já apresentam, em diferentes graus, a retenção de sementes no cacho.
O Especial também destaca o Sistema Diamantino, lançado há um ano pela Embrapa, onde o consórcio capim-sorgo permite a renovação de áreas degradadas com a produção de silagem compensando o custo da operação.
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No mês em que o Pará sedia a COP30, principal evento anual das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, a DBO traz do Pará exemplos de pecuária altamente sustentável que lá se pratica. São fazendas que, com adubação e manejo eficiente de pastagens, vêm conseguindo ganhos médios diários em torno de 900g para o gado, com alta lotação, garantindo lucratividade de até R$ 5.000/ha/ano.
Os projetos visitados pela editora Maristela Franco, um em Maracanã, a 164 quilômetros de Belém, e outro em Paragominas, a 300 quilômetros da capital, são fruto do Programa Pecuária Verde lançado pelo Sindicato Rural de Paragominas em 2011 para mudar a face da pecuária da região.
Três anos antes, Paragominas havia sido foco da Operação Arco de Fogo, do Ministério Público Federal, de combate ao amplo desmatamento ilegal na região. As bases do Pecuária Verde foram estabelecidas em seis fazendas-piloto entre 2012 e 2014 pelos professores Moacyr Corsi e Ricardo Ribeiro Rodrigues, da Esalq/USP, e Mateus Paranhos, da Unesp Jaboticabal, contemplando recuperação ambiental, intensificação de pastagens e bem-estar animal.
Após 2014, o programa ganhou vida própria e o número de fazendas chegou a 15, com os próprios pecuaristas bancando as consultorias. A reportagem de Maristela mostra como Antônio Lobato, da Fazenda Dona Eunice, de Maracanã, e Marcos Vinicius Scaramussa, da Fazenda São Luiz, de Paragominas, planejam aumentar as áreas de intensificação.
Ainda no Especial Pastagens, artigo questiona a resistência dos pecuaristas na adoção de cultivares novos e mais produtivos: “Afinal, se até o boi mudou, por que o pasto continua o mesmo?”.
Outra reportagem aponta para o trabalho da pesquisa no desenvolvimento de cultivares de capim que conservem as sementes em cachos e gradualmente acabem com o processo dominante de colheita de sementes com varredura do solo. Atualmente, as duas variedades mais utilizadas em sistemas de integração – a braquiária Ruziziensis e o panicum Miyagui – já apresentam, em diferentes graus, a retenção de sementes no cacho.
O Especial também destaca o Sistema Diamantino, lançado há um ano pela Embrapa, onde o consórcio capim-sorgo permite a renovação de áreas degradadas com a produção de silagem compensando o custo da operação.
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