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Nossos assuntos | Crédito de carbono no horizonte da pecuária

Por Demétrio Costa

Com a assinatura dos primeiros contratos, o crédito de carbono entra no horizonte de fazendas de pecuária como promessa de uma renda extra aos produtores, além de valioso selo de produção sustentável para uma atividade tão atacada como vilã do clima.

Mas, afinal, como isso funciona? Quem tem direito? Que remuneração será essa e qual o investimento necessário?

Parte de nosso primeiro Especial Sustentabilidade, trazemos o exemplo de uma fazenda pioneira a se habilitar ao crédito de carbono, a Saltinho, de Camapuã, MS, visitada em junho pelo repórter Ariosto Mesquita. A propriedade de Elinaldo Paniago, que já é um exemplo de eficiência na recria e engorda de 2 mil cruzados Angus por ano, inscreveu 1.729 hectares para comprovar sua capacidade de aumentar a retenção de carbono no solo e se habilitar a um expressivo valor na venda dos créditos daqui a cinco anos.

A intermediadora dos contratos e responsável pela condução do processo é a Agoro Carbon Alliance, uma subsidiária da Yara Internacional. É ela que banca todas as etapas de análises e certificações e da própria venda futura dos créditos em troca de 50% do que for obtido. A aposta da Agoro em trabalhar com fazendas de pecuária é justificada pelo alto potencial do setor em se habilitar aos créditos, pelo tanto que pode agregar com a adoção de práticas sustentáveis. Na agricultura, a ampla adoção do plantio direto já não deixa margem para avanços tão significativos.

Entre outros destaques da edição, vale conferir a análise de Thiago Bernardino de Carvalho, na Coluna do Cepea, sobre como os grandes confinamentos mudaram a dinâmica do mercado. Ele observa que este deve ser o quinto ano consecutivo em que mais de 20% dos animais abatidos vêm da engorda confinada, o que tem relação direta com o atendimento da forte demanda chinesa por animais de 30 meses.

O que, por sua vez, impõe planejamento apurado e administração competente dos grandes confinadores para viabilizar suas operações através de proteção de preço e variados acordos para a imediata entrega dos animais prontos à indústria. E é justamente aí, no abastecimento firme das escalas de abate, que se dá o principal impacto para os outros pecuaristas com vendas esporádicas ou volumes menores, com inevitável reflexo nas cotações. Cenário bem marcante desses últimos sofridos meses.

demetrio@revistadbo.com.br

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Com a assinatura dos primeiros contratos, o crédito de carbono entra no horizonte de fazendas de pecuária como promessa de uma renda extra aos produtores, além de valioso selo de produção sustentável para uma atividade tão atacada como vilã do clima.

Mas, afinal, como isso funciona? Quem tem direito? Que remuneração será essa e qual o investimento necessário?

Parte de nosso primeiro Especial Sustentabilidade, trazemos o exemplo de uma fazenda pioneira a se habilitar ao crédito de carbono, a Saltinho, de Camapuã, MS, visitada em junho pelo repórter Ariosto Mesquita. A propriedade de Elinaldo Paniago, que já é um exemplo de eficiência na recria e engorda de 2 mil cruzados Angus por ano, inscreveu 1.729 hectares para comprovar sua capacidade de aumentar a retenção de carbono no solo e se habilitar a um expressivo valor na venda dos créditos daqui a cinco anos.

A intermediadora dos contratos e responsável pela condução do processo é a Agoro Carbon Alliance, uma subsidiária da Yara Internacional. É ela que banca todas as etapas de análises e certificações e da própria venda futura dos créditos em troca de 50% do que for obtido. A aposta da Agoro em trabalhar com fazendas de pecuária é justificada pelo alto potencial do setor em se habilitar aos créditos, pelo tanto que pode agregar com a adoção de práticas sustentáveis. Na agricultura, a ampla adoção do plantio direto já não deixa margem para avanços tão significativos.

Entre outros destaques da edição, vale conferir a análise de Thiago Bernardino de Carvalho, na Coluna do Cepea, sobre como os grandes confinamentos mudaram a dinâmica do mercado. Ele observa que este deve ser o quinto ano consecutivo em que mais de 20% dos animais abatidos vêm da engorda confinada, o que tem relação direta com o atendimento da forte demanda chinesa por animais de 30 meses.

O que, por sua vez, impõe planejamento apurado e administração competente dos grandes confinadores para viabilizar suas operações através de proteção de preço e variados acordos para a imediata entrega dos animais prontos à indústria. E é justamente aí, no abastecimento firme das escalas de abate, que se dá o principal impacto para os outros pecuaristas com vendas esporádicas ou volumes menores, com inevitável reflexo nas cotações. Cenário bem marcante desses últimos sofridos meses.

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