Preços da carne bovina subirão com alinhamento raro das fases de alta no Brasil, Argentina, EUA e Austrália, projetam analistas internacionais.

Por Denis Cardoso
Enquanto o boi gordo no Brasil se acomodou em valor um pouco acima dos R$ 300/@ em setembro/25 (base SP), alguns importantes analistas ligados ao setor (nacionais e internacionais) chamam a atenção para um movimento raro na pecuária mundial e que, certamente, terá forte impacto sobre toda a cadeia da carne bovina brasileira, incluindo o elo fornecedor da matéria-prima (boiada gorda). Brasil, Argentina, Estados Unidos e Austrália – que, juntos, respondem por quase 60% das exportações mundiais da proteína – estão entrando simultaneamente na fase de retenção de fêmeas, sinalizando um alinhamento incomum de ciclos pecuários de alta, com reflexos importantes sobre a oferta e os preços globais da commodity.
“Nós temos a percepção de que tanto o Brasil quanto a Austrália estão no mesmo ponto que os Estados Unidos no ciclo do gado, e o que estamos prevendo é um enorme declínio na produção global de carne bovina nos próximos dois anos”, disse o norte-americano Denis Smith, um experiente analista do mercado pecuário, colaborador da revista Beef.
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Por Denis Cardoso
Enquanto o boi gordo no Brasil se acomodou em valor um pouco acima dos R$ 300/@ em setembro/25 (base SP), alguns importantes analistas ligados ao setor (nacionais e internacionais) chamam a atenção para um movimento raro na pecuária mundial e que, certamente, terá forte impacto sobre toda a cadeia da carne bovina brasileira, incluindo o elo fornecedor da matéria-prima (boiada gorda). Brasil, Argentina, Estados Unidos e Austrália – que, juntos, respondem por quase 60% das exportações mundiais da proteína – estão entrando simultaneamente na fase de retenção de fêmeas, sinalizando um alinhamento incomum de ciclos pecuários de alta, com reflexos importantes sobre a oferta e os preços globais da commodity.
“Nós temos a percepção de que tanto o Brasil quanto a Austrália estão no mesmo ponto que os Estados Unidos no ciclo do gado, e o que estamos prevendo é um enorme declínio na produção global de carne bovina nos próximos dois anos”, disse o norte-americano Denis Smith, um experiente analista do mercado pecuário, colaborador da revista Beef.