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Mar calmo não faz bom marinheiro

Recorde de 44% de fazendas no prejuízo, mas 56% no lucro. De onde veio a diferença? CONFIRA no artigo do zootecnista Antônio Chaker

Por Antônio Chaker – Zootecnista e coordenador do Instituto de Métricas Agropecuárias (Inttegra)

Na safra 2022/2023, registramos o maior número de fazendas perdendo dinheiro desde o início do nosso processo interno de benchmarking em 2012. Durante o último período de análise, que compreendeu de 1º de julho de 2022 a 30 de junho de 2023, 44% das 813 propriedades participantes não conseguiram gerar resultados positivos, superando o recorde anterior de 37% registrado em 2018/2019. Quanto aos sistemas de produção, a cria foi a mais afetada, com 50% das fazendas registrando prejuízos, seguido pela recria/terminação com 46% e pelo ciclo completo, com 39%.

Seria simples culpar a redução nos preços da arroba do boi gordo e do bezerro como principal responsável pelo desconfortável resultado obtido nessas fazendas, ao final da safra 2022/2023. Se olharmos o problema unicamente por essa perspectiva, deixaríamos de investigar o que as 56% restantes fizeram para se manter lucrativas no ciclo mais desafiador de preços. Na tabela abaixo, podemos observar a distribuição das propriedades pela faixa de resultado/ha/ano.

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