Mesmo que os EUA fiquem fora das exportações a partir de agosto, analistas acreditam que os preços do boi gordo reagirão no 2º semestre de 2025

Por Denis Cardoso
É inegável que, especialmente nos últimos anos, o setor de exportação de carne bovina no Brasil tem desempenhado um papel crucial no processo de sustentação dos preços internos do boi gordo. Daí o clima de enorme preocupação dos pecuaristas brasileiros (e demais agentes da cadeia) em relação ao imbróglio comercial ocasionado pela tarifa adicional de importação (de 50%) imposta pelos EUA à proteína brasileira, a ponto de derrubar a cotação da arroba em julho/25 e fazê-la perder o suporte de R$ 300 na praça de São Paulo.
Entretanto, no início de agosto (período de fechamento desta edição da DBO), já ultrapassado o vendaval de incertezas que antecedeu o tarifaço de Trump, alguns analistas começaram a demonstrar otimismo em relação ao processo de recuperação dos preços do boi gordo ao longo deste segundo semestre, uma vez que os fundamentos do mercado continuam valendo, independentemente dos resultados de supostas negociações entre Brasília e Washington.
“Não quero minimizar a importância dos Estados Unidos, mas, a despeito das tarifas em alto patamar, o mercado pecuário brasileiro vai se rearranjar”, acredita o analista Raphael Galo, colunista fixo do informativo semanal Boi & Companhia, da Scot Consultoria, de Bebedouro (SP).
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Por Denis Cardoso
É inegável que, especialmente nos últimos anos, o setor de exportação de carne bovina no Brasil tem desempenhado um papel crucial no processo de sustentação dos preços internos do boi gordo. Daí o clima de enorme preocupação dos pecuaristas brasileiros (e demais agentes da cadeia) em relação ao imbróglio comercial ocasionado pela tarifa adicional de importação (de 50%) imposta pelos EUA à proteína brasileira, a ponto de derrubar a cotação da arroba em julho/25 e fazê-la perder o suporte de R$ 300 na praça de São Paulo.
Entretanto, no início de agosto (período de fechamento desta edição da DBO), já ultrapassado o vendaval de incertezas que antecedeu o tarifaço de Trump, alguns analistas começaram a demonstrar otimismo em relação ao processo de recuperação dos preços do boi gordo ao longo deste segundo semestre, uma vez que os fundamentos do mercado continuam valendo, independentemente dos resultados de supostas negociações entre Brasília e Washington.
“Não quero minimizar a importância dos Estados Unidos, mas, a despeito das tarifas em alto patamar, o mercado pecuário brasileiro vai se rearranjar”, acredita o analista Raphael Galo, colunista fixo do informativo semanal Boi & Companhia, da Scot Consultoria, de Bebedouro (SP).