Conteúdo Original | Revista DBO

Em menos de 2,5 anos, preço do bezerro cai 36%

Além da maior oferta de animais, esse atual cenário de desvalorização se deve também ao consumo ainda tímido do mercado doméstico e aos preços externos da carne mais pressionados

Por Thiago Bernardino de Carvalho – Pesquisador da área de Pecuária do Cepea. Colaborou: Alessandra da Paz – Gestora da Equipe de Comunicação do Cepea.

Os preços do bezerro estão em processo de queda desde meados de 2021. A pressão sobre os valores vem, sobretudo, da maior oferta, resultado de avanços no uso de tecnologias para produção (como genética e inseminação artificial, especialmente de 2020 a 2022) e, consequentemente, do aumento da produtividade.

Muitos produtores, estimulados pelos elevados patamares de negociação da arroba e pela aquecida demanda internacional pela carne bovina brasileira, aumentaram seus investimentos no setor. Além disso, verificou-se uma maior retenção de matrizes entre 2020 e 2021 (vacas adultas e novilhas), justamente com o intuito de recuperar a produção.

Períodos de pico

Tomando-se como base a série histórica deflacionada do Indicador do bezerro Esalq/BM&FBovespa (animal Nelore de 8 a 12 meses, no Mato Grosso do Sul), iniciada em 2001, é possível observar quatro grandes períodos de pico e de vale dos preços dos animais de reposição. E o momento atual é o que vem apresentando a queda mais intensa no preço em um menor período de tempo.

Para continuar lendo é preciso ser assinante.

Faça já sua assinatura digital da DBO

Leia todo o conteúdo da DBO a partir de R$16,90 por mês.

Invista na melhor informação. Uma única dica que você aproveite pagará com folga o valor da assinatura.

Já tem uma assinatura DBO?
Entre na sua conta e acesse a Revista Digital:

Continue depois da publicidade
Compartilhe:

Encontre as principais notícias e conteúdos técnicos dos segmentos de corte, leite, agricultura, além da mais completa cobertura dos leilões de todo o Brasil.

Encontre o que você procura: