Conteúdo Original | Revista DBO

Ceva foca em biotecnologia para elevar o patamar da IATF no Brasil

A pecuária encerrou 2025 com saldo positivo, graças a um conjunto de fatores que reforçou o protagonismo da carne bovina nacional. Para Fernanda Viscione, diretora de Marketing da Ceva Saúde Animal, a combinação entre patamar valorizado da arroba, vendas externas e avanços sanitários colocou o Brasil em posição ainda mais estratégica no mercado global.  

“O reconhecimento do País como livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal, em maio, somado ao recorde histórico na exportação de carne bovina e à chegada na liderança global na produção, formou um ambiente positivo e de forte reposicionamento competitivo”, avalia a executiva.  

Apesar dos “bons ventos”, Fernanda faz um alerta importante para 2026: é preciso intensificar a profissionalização das fazendas e avançar na adoção de tecnologias que garantam padronização, precisão e eficiência operacional. “Para ter uma ideia, ainda observamos produtores que não contam com recursos básicos, como balança, por exemplo, que é fundamental para controlar o ganho de peso e identificar rapidamente o que precisa ser ajustado”, analisa. 

A diretora da Ceva também chama atenção para a pressão crescente dos mercados interno e externo. A recente medida de salvaguarda imposta pela China é um exemplo dessa volatilidade, reforçando a necessidade de resiliência e eficiência. “O pecuarista brasileiro sempre demonstra muita capacidade de adaptação diante das intempéries que eventualmente surgem. Por isso mesmo, ele precisa estar cada vez mais preparado para operar com máxima eficiência”, afirma. 

Biotecnologia em prol da IATF

Para 2026, o foco da Ceva está em seguir fomentando sua nova biotecnologia aplicada à reprodução bovina, área em que a companhia tem expandido sua atuação. O principal foco é am­pliar o uso do Foli-Rec, entre pecuaristas e veterinários, produto que já superou 1 milhão de doses vendidas em um ano e que marca um novo pata­mar tecnológico no mercado: tra­ta-se do primeiro e único eCG (gonadotrofina coriônica equina) re­combinante disponível no Brasil. 

Diferente do eCG convencional, obtido a partir da extração de san­gue de éguas prenhes, o eCG recombi­nante (Foli-Rec) é produzido por meio de engenharia genética (a partir de uma fração de DNA da égua) em biorreator, que tecnicamente produz uma molécula mais pura e estável e garante o conceito ético de bem-estar animal, por não utilizar as éguas prenhes como doadoras. O Fo­li-Rec, inclusive, vem na forma farmacêutica liquida, pronto para uso, dispensando diluição e evitando fa­lhas de manipulação e desperdício, o que gera ganho de agilidade no manejo da IATF. 

“Outro benefício é a padronização do produto. O hormônio eCG convencional, por ser obtido do sangue das éguas, pode variar de um lote para outro, o que pode afetar a regularidade nos protocolos de IATF. Já o eCG recombi­nante, pela sua forma de produção, contribui para eliminar variações, dando mais oportunidades ao pecuarista”, explica Fernanda. 

Entre vários experimentos acadêmicos e utilização prática no campo, o produto tem demonstrado resultados con­sistentes na estimulação do cresci­mento folicular e na sincronização da ovulação, inclusive quando comparado a dados do convencional, justamente por conta da sua pureza. “E isso, mantendo preços competitivos no mercado, mesmo entregando estes diferenciais”, completa a executiva da Ceva. 

As vantagens do eCG recombinante

  • Não é de origem animal (bem-estar animal)  
  • Maior pureza, padronização e estabilidade 
  • Pronto para uso, sem diluição 
  • Estável, maior período de uso após “aberto” 
  • Eficiência comprovada (universidade e campo)  
  • Agilidade e eficiência no manejo da IATF 
  • Sem desperdícios 
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