Conteúdo Original | Revista DBO

Carrapato: inimigo sem fronteiras

Antes restrita aos Estados do Sul, a Tristeza Parasitária Bovina avança sobre as regiões Norte e Centro-Oeste do País, onde aumenta a população de carrapatos.

Larvas do carrapato em folha de capim.

Por Renato Villela

Produtores do Norte e Centro-Oeste do País estão com um novo problema nas mãos: a Tristeza Parasitária Bovina (TPB), conjunto de doenças que compreende a anaplasmose e a babesiose, transmitidas pelo carrapato-do-boi (Rhipicephalus microplus) e por moscas hematófagas, além de agulhas contaminadas. Surtos de TPB sempre estiveram mais associados ao Sul do Brasil, onde predominam raças de origem europeia (mais suscetíveis ao parasita) e condições climáticas favoráveis ao aparecimento de casos. Para os gaúchos, os protocolos de prevenção e tratamento da TPB já fazem parte da rotina e do manejo sanitário das fazendas, mas, para os produtores do Centro-Oeste e Norte, lidar com ela tem sido um desafio.

O avanço da doença para regiões antes não-endêmicas deve-se a múltiplos fatores, como mudanças no padrão racial do rebanho (cruzados), alterações no manejo e até mesmo mudanças climáticas. Para complicar, pesquisas indicam que os carrapatos estão mais resistentes aos acaricidas. No campo, a percepção é de que os fármacos usados para prevenir e tratar a doença já não surtem o mesmo efeito. É o que mostra um estudo publicado no ano passado por uma equipe multidisciplinar de pesquisadores.

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Produtores do Norte e Centro-Oeste do País estão com um novo problema nas mãos: a Tristeza Parasitária Bovina (TPB), conjunto de doenças que compreende a anaplasmose e a babesiose, transmitidas pelo carrapato-do-boi (Rhipicephalus microplus) e por moscas hematófagas, além de agulhas contaminadas. Surtos de TPB sempre estiveram mais associados ao Sul do Brasil, onde predominam raças de origem europeia (mais suscetíveis ao parasita) e condições climáticas favoráveis ao aparecimento de casos. Para os gaúchos, os protocolos de prevenção e tratamento da TPB já fazem parte da rotina e do manejo sanitário das fazendas, mas, para os produtores do Centro-Oeste e Norte, lidar com ela tem sido um desafio.

O avanço da doença para regiões antes não-endêmicas deve-se a múltiplos fatores, como mudanças no padrão racial do rebanho (cruzados), alterações no manejo e até mesmo mudanças climáticas. Para complicar, pesquisas indicam que os carrapatos estão mais resistentes aos acaricidas. No campo, a percepção é de que os fármacos usados para prevenir e tratar a doença já não surtem o mesmo efeito. É o que mostra um estudo publicado no ano passado por uma equipe multidisciplinar de pesquisadores.

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