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As micotoxinas e a silagem

LEIA o artigo do professor titular da FMVZ-USP e colunista da Revista DBO, Enrico Ortolani

Silagem embolorada: mal sinal! Ela está contaminada por fungos.

Por Enrico Ortolani – Professor titular de Clínica de Ruminantes da FMVZ-USP (ortolani@usp.br)

Dentre os vários assuntos que fazem tremer os especialistas em pecuária, destacam-se as micotoxicoses. Isso se deve à complexidade do tema, aos danos causados aos bovinos, ao diagnóstico não tão fácil e ao lado misterioso que essas toxinas encerram. Muitas vezes, quando não se sabe diagnosticar um problema complexo, colocam na conta das viroses, clostridioses ou micotoxicoses, em especial quando estas últimas são geradas por silagens contaminadas. Será verdade? Vamos entender melhor esse assunto!

As micotoxinas são substâncias nocivas produzidas e eliminadas por certos fungos, principalmente dos gêneros Fusarium, Aspergillus e Penicillium. As micotoxinas funcionam como se fossem antibióticos para a defesa desses fungos. Embora existam centenas de micotoxinas, inclusive a esporodesmina que provoca a requeima (fotossensibilização), as mais importantes são: aflatoxinas (AFLA), ocratoxinas (OCR) dioxinivalenol (DIO), zearalenonas (ZEA) e fumonisinas (FUM). O gênero Fusarium produz o DIO, a ZEA e o FUM; o gênero Penicillium sintetiza a OCR, e o Aspergillus pode formar a AFLA e a OCR.

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