Aditivos na nutrição bovina: em cada fase, uma estratégia
Fazendas adotam cada vez mais protocolos nutricionais específicos para cria, recria e engorda contendo aditivos, para elevar resultados zootécnicos.
Novilhas precoces da Rancho Fundo, em Cassilândia (MS), recebem de 0,3% a 0,8% do peso vivo em suplemento com aditivos.
Por Renato Villela
Usados regularmente nas dietas de terminação, os aditivos também estão se inserindo, cada vez, no cardápio dos bovinos de cria e recria. As estratégias de inclusão, evidentemente, dependem de uma análise criteriosa de fatores, que vão das condições reprodutivas da matriz até o nível de estresse do bezerro na desmama, por exemplo. Graças à iniciativa de empresas de nutrição animal e ao empenho dos pesquisadores, os pecuaristas, hoje, têm à disposição uma gama diversificada de substâncias testadas e validadas, prontas para serem inseridas nos protocolos nutricionais, com benefícios distintos em cada modelo de produção.
Descobertos na década de 50, os aditivos somente começaram a ser fornecidos aos bovinos a partir dos anos 70. No Brasil, chegaram ao cocho em meados de 1980, com destaque para a monensina, a mais usada e estudada dos ionóforos, grupo de antimicrobianos que atua, ao mesmo tempo, como coccidiostáticos (controle da diarreia), promotores de crescimento e reguladores de consumo, constituindo importante ferramenta de manejo nutricional. Na década seguinte, um forte movimento surgido na Europa contra o uso indiscriminado de antibióticos motivou a busca por produtos alternativos e naturais, ampliando o leque de opções.
Com o advento das rações de alto concentrado nos confinamentos, principalmente após 2010, os aditivos passaram de forma conjunta. Esta associação conferiu maior segurança à dieta, reduzindo distúrbios metabólicos e melhorando a flora ruminal. Nos últimos anos, diversas combinações têm sido empregadas, com o uso de prebióticos e probióticos, óleos essenciais, taninos etc. Atualmente, moléculas promissoras, como os peptídeos bioativos, enzimas e isoácidos estão sendo usadas de forma estratégica, com bons resultados.
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Descobertos na década de 50, os aditivos somente começaram a ser fornecidos aos bovinos a partir dos anos 70. No Brasil, chegaram ao cocho em meados de 1980, com destaque para a monensina, a mais usada e estudada dos ionóforos, grupo de antimicrobianos que atua, ao mesmo tempo, como coccidiostáticos (controle da diarreia), promotores de crescimento e reguladores de consumo, constituindo importante ferramenta de manejo nutricional. Na década seguinte, um forte movimento surgido na Europa contra o uso indiscriminado de antibióticos motivou a busca por produtos alternativos e naturais, ampliando o leque de opções.
Com o advento das rações de alto concentrado nos confinamentos, principalmente após 2010, os aditivos passaram de forma conjunta. Esta associação conferiu maior segurança à dieta, reduzindo distúrbios metabólicos e melhorando a flora ruminal. Nos últimos anos, diversas combinações têm sido empregadas, com o uso de prebióticos e probióticos, óleos essenciais, taninos etc. Atualmente, moléculas promissoras, como os peptídeos bioativos, enzimas e isoácidos estão sendo usadas de forma estratégica, com bons resultados.
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