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A quarta revolução industrial (a digital) e os desafios da pecuária brasileira

Em entrevista, Silvia Massruhá, primeira mulher a assumir a presidência da Embrapa, destaca o quanto a tecnologia digital já contribuiu e o quanto está por vir no trabalho da Embrapa.

Por Carolina Rodrigues

Mineira de Passos, Silvia Massruhá assumiu a presidência da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no dia 1º de maio, logo após a entidade comemorou 50 anos. A novidade sinaliza não apenas a representatividade das mulheres no agronegócio, como também a transformação digital do setor.

Doutora em computação aplicada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), ela é mestre em automação pela Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e graduada em Análise de Sistemas pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas em 1988, um ano antes de entrar para o quadro de pesquisadores da Embrapa.

Naquele período, a empresa começava montar equipes multidisciplinares não somente compostas por perfis tradicionais (engenheiros agrônomos e veterinários), mas também por pesquisadores da área de exatas, buscando soluções baseadas em tecnologia para a agropecuária. Nasciam no País as unidades da Embrapa de Informática e de Instrumentação, a primeira dedicada à criação de softwares, e a segunda, ao desenvolvimento de hardwares e automação.

A carreira de Silvia esteve, por três décadas, ligada à Embrapa Informática Agropecuária, onde atuou, durante os primeiros 20 anos, na área de pesquisa, desenvolvendo projetos que marcaram a história da entidade, incluindo a criação do índice de sustentabilidade da fazenda pantaneira, hoje uma das principais ferramentas digitais da Embrapa para avaliar indicadores econômicos, sociais e ambientais nas propriedades rurais do bioma Pantanal.

Em 2009, ela assumiu novos desafios na área de gestão. Tornou-se chefe de pesquisa e desenvolvimento da entidade, hoje chamada Embrapa Agricultura Digital, cargo no qual permaneceu até 2015, quando foi convidada para a chefia-geral do centro de pesquisa, em um mandato que se encerrou no ano passado.

Sílvia sempre soube que a tecnologia seria o terceiro pilar da pesquisa científica, aliada à teoria e experimentação, e, que, recairia sobre ela a possibilidade de garantir segurança alimentar por meio de cadeias produtivas mais sustentáveis. Nesta entrevista, concedida à repórter Carolina Rodrigues, ela fala sobre a quarta revolução industrial (a digital) e os desafios para que o Brasil mantenha seu protagonismo mundial na agricultura e pecuária tropicais.

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