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A matemática e os acidentes pecuários

Em sua coluna, o médico-veterinário Enrico Ortolani, professor titular de Clínica de Ruminantes da FMVZ-USP, fala sobre os acidentes pecuários por erros de dosagem

A discalculia é comum em nosso meio. Foto: Luciane Sperafico

Por Enrico Ortolani – Professor titular de Clínica de Ruminantes da FMVZ-USP ortolani@usp.br

O homem primitivo extrativista persistiu por milênios, tornando-se agricultor e criador de animais somente há 15.000 anos antes de Cristo. Os ovinos foram uma das primeiras espécies a ser domesticadas, na região da Mesopotâmia, atual Irã, se alastrando rapidamente para a Europa e a Ásia. Desde então a pecuária está integrada à humanidade e contribuiu muito para sua evolução. A necessidade de se criar números, por exemplo, surgiu entre criadores de ovelhas. Reza a lenda que, para cada ovelha que saía do aprisco para pastoreio, o criador jogava uma pedrinha num saco, conferindo ao contrário quando elas voltavam à noitinha. Daí para a criação das operações matemáticas foi um pulinho só.

Outra contribuição da agropecuária à matemática foi dada pelo pesquisador da terra do whisky, Ronald Fisher, que, analisando o número de leitões nascidos por porca, o ganho de peso e a produção de culturas agrícolas num centro de pesquisa agropecuário, criou a bioestatística moderna, gerando vários testes fundamentais à ciência, dentre eles: a análise de variância, o qui-quadrado, o teste exato de Fisher, os conceitos básicos de meta-análise, o planejamento de experimentos etc. Que fenômeno!

A matemática faz parte do nosso dia-a-dia. Sem perceber, estamos fazendo cálculos matemáticos o tempo todo. Na rotina pecuária, a batida não é diferente, e assim estimamos, pesamos, formulamos e calculamos, quer estejamos no curral, no galpão da ração, no escritório ou até mesmo em operações no campo. Dizem que os melhores matemáticos do mundo são provenientes da Índia. Lá é quase um hobby familiar fazer exercícios matemáticos com as crianças, para que tenham agilidade e rapidez nas várias operações.

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A discalculia é comum em nosso meio. Foto: Luciane Sperafico

Por Enrico Ortolani – Professor titular de Clínica de Ruminantes da FMVZ-USP ortolani@usp.br

O homem primitivo extrativista persistiu por milênios, tornando-se agricultor e criador de animais somente há 15.000 anos antes de Cristo. Os ovinos foram uma das primeiras espécies a ser domesticadas, na região da Mesopotâmia, atual Irã, se alastrando rapidamente para a Europa e a Ásia. Desde então a pecuária está integrada à humanidade e contribuiu muito para sua evolução. A necessidade de se criar números, por exemplo, surgiu entre criadores de ovelhas. Reza a lenda que, para cada ovelha que saía do aprisco para pastoreio, o criador jogava uma pedrinha num saco, conferindo ao contrário quando elas voltavam à noitinha. Daí para a criação das operações matemáticas foi um pulinho só.

Outra contribuição da agropecuária à matemática foi dada pelo pesquisador da terra do whisky, Ronald Fisher, que, analisando o número de leitões nascidos por porca, o ganho de peso e a produção de culturas agrícolas num centro de pesquisa agropecuário, criou a bioestatística moderna, gerando vários testes fundamentais à ciência, dentre eles: a análise de variância, o qui-quadrado, o teste exato de Fisher, os conceitos básicos de meta-análise, o planejamento de experimentos etc. Que fenômeno!

A matemática faz parte do nosso dia-a-dia. Sem perceber, estamos fazendo cálculos matemáticos o tempo todo. Na rotina pecuária, a batida não é diferente, e assim estimamos, pesamos, formulamos e calculamos, quer estejamos no curral, no galpão da ração, no escritório ou até mesmo em operações no campo. Dizem que os melhores matemáticos do mundo são provenientes da Índia. Lá é quase um hobby familiar fazer exercícios matemáticos com as crianças, para que tenham agilidade e rapidez nas várias operações.

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