Rebanho bovino dos Estados Unidos recua 2% em 2021

Trata-se da terceira queda anual consecutiva e o menor rebanho desde 2016, com 91,9 milhões de cabeças

Continue depois da publicidade

Durante o período de embargo chinês (setembro a meados de dezembro), outros destinos da carne bovina brasileira ganharam destaque em 2021, em especial os Estados Unidos.

O país da América do Norte – segundo maior importador mundial da proteína, atrás da China – liderou o ranking de compras brasileiras de carne bovina nos últimos dois meses do ano passado, com a aquisição de 17,3 mil toneladas em novembro e 30,4 mil toneladas em dezembro, conforme informações publicadas no Anuário DBO 2022, em circulação neste mês.


SAIBA MAIS | Anuário DBO 2022 | Os números da pecuária

Considerando o período de janeiro a dezembro do ano passado, os EUA se transformaram no terceiro maior importador de carne bovina brasileira, atrás somente de Hong Kong e China, e à frente do Chile.

Curiosamente, enquanto o Brasil ficou de fora do mercado da China (principal cliente mundial da proteína brasileira), os EUA elevaram consideravelmente os embarques de carne bovina ao gigante asiático.

Com o avanço dos norte-americanos  no comércio mundial de carne bovina, os agentes brasileiros redobraram as atenções em relação ao comportamento da bovinocultura de corte nos EUA.

E as notícias recentes não são boas para os norte-americanos: o rebanho bovino dos Estados Unidos encolheu 2% em 2021, para 91,9 milhões de cabeças, segundo o relatório anual emitido pelo Serviço Nacional de Estatísticas Agrícolas (NASS), do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

Trata-se da terceira queda anual consecutiva e o menor rebanho desde 2016, de acordo com reportagem publicada recentemente pela Bloomberg. “A seca está diminuindo o rebanho bovino norte-americano, o que significa que os consumidores (locais) provavelmente não terão alívio dos preços quase recordes da carne bovina”, relata a reportagem.

No ano passado, a estiagem nas planícies do norte dos EUA reduziram o fornecimento de feno e a ração para o gado, levando alguns fazendeiros a vender para matadouros animais normalmente mantidos para reprodução.

VEJA TAMBÉM | Carne bovina: apesar da retomada dos envios à China, EUA seguem como maior destino do Brasil

Agora, a piora da seca na parte sul das Planícies – onde a maior parte do gado nos EUA é criado – pode forçar outra rodada de reduções de rebanho ainda este ano.

“O ciclo em que estamos agora é uma fase de liquidação”, disse Derrell Peel, especialista em marketing de gado de extensão da Universidade Estadual de Oklahoma, em entrevista para reportagem da Bloomberg.

Os preços da carne norte-americana vêm subindo desde que o surto de Covid-19 adoeceu os trabalhadores dos frigoríficos, forçando paralisações que retardaram a quantidade de alimentos que entravam na cadeia de suprimentos.

Enquanto isso, a demanda interna pela carne bovina permaneceu forte mesmo com as cotações em alta.

Agora, a menor oferta de gado nos EUA pode elevar ainda mais os custos para os frigoríficos e também para os consumidores finais de carne bovina.

Segundo um novo relatório do Rabobank, a demanda por carne bovina no mercado norte-americano segue alta e espera-se que continue assim por vários anos.

No entanto, pondera o banco, há mudanças à frente para o setor.

“Vamos ser sinceros: no mundo pós-Covid-19, nenhuma indústria é a mesma ou será a mesma que era antes da pandemia”, diz texto publicado no portal da Beef Magazine e assinado pela editora digital Kristy Foster Seachrist.

A questão para os consumidores norte-americano é se eles poderão comprar carne bovina nos níveis vistos nos últimos dois anos, à medida que a economia local desacelera e a inflação afeta os seus bolsos.

O Rabobank diz que existem três questões críticas na indústria de carne bovina em um mundo pós-Covid. O maior deles é que cada um dos desafios significa aumento de custos.

A segunda questão é que o sistema deve permanecer operacional, ou seja, se não houver comida no supermercado, não haverá lucros.

O terceiro desafio é que os custos crescentes dentro da cadeia de fornecimento de carne bovina reduzem o spread de preços entre carne bovina e os produtos alternativos, aumentando o risco de competição com outras proteínas.

“À medida que os custos em toda a cadeia de suprimentos aumentam, os preços da carne no varejo provavelmente permanecerão altos do ponto de vista histórico”, afirma o relatório do Rabobank.

(Fontes: Bloomberg e Beef Magazine).

 

Gostou? Compartilhe:
Destaques de hoje no Portal DBO

Continue depois da publicidade

Continue depois da publicidade

Continue depois da publicidade

clima tempo

São Paulo - SP

max

Máx.

--

min

Min.

--

017-rain

--

Chuva

008-windy

--

Vento

Continue depois da publicidade

Continue depois da publicidade

Colunas e Artigos

Continue depois da publicidade

Continue depois da publicidade

Newsletter

Newsletter

Jornal de Leilões

Os destaques do dia da pecuária de corte, pecuária leiteira e agricultura diretamente no seu e-mail.

Continue depois da publicidade

Vaca - 30 dias

Boi Gordo - 30 dias

Fonte: Scot Consultoria

Vaca - 30 dias

Boi Gordo - 30 dias

Fonte: Scot Consultoria

Continue depois da publicidade

Encontre as principais notícias e conteúdos técnicos dos segmentos de corte, leite, agricultura, além da mais completa cobertura dos leilões de todo o Brasil.

Encontre o que você procura:

Pular para o conteúdo