Seguindo a toada dos últimos dias, o mercado brasileiro do boi gordo segue estável, com negócios pontuais acima das referências em várias praças, informa nesta terça-feira (14/10) a Agrifatto. “A pressão de baixa praticamente desapareceu”, acrescenta a consultoria.
Segundo os analistas, a oferta de animais oriundos de confinamento e de contratos a termo diminuiu, um quadro típico do último trimestre.
Confira as cotações da arroba do boi gordo, apurados no dia 14/10 pela Agrifatto; clique AQUI.
Ao mesmo tempo, as exportações brasileiras de carne bovina in natura continuam em ritmo forte, favorecendo o escoamento rápido da produção.
Tal conjuntura tem favorecido a recuperação gradual dos preços no físico e também no mercado futuro do boi gordo.
Segundo o monitoramento da Agrifatto, porém, o volume de negócios não tem sido suficiente para ampliar as escalas de abate das indústrias brasileiras, que contabilizam oito dias úteis, na média nacional.
“Os frigoríficos pequenos e médios, mais voltados ao mercado interno, continuam com escalas mais curtas, o que sustenta as cotações e reforça expectativas de alta da arroba”, observam os analistas da consultoria.
Por sua vez, os grandes frigoríficos exportadores trabalham com folga, amparadas por lotes próprios e contratos fechados antecipadamente.
Pelos dados apurados pela Agrifatto, o boi gordo “comum” e o “boi-China” valem o mesmo preço no mercado paulista (R$ 315/@), enquanto a cotação média nas 16 outras regiões monitoradas permaneceu em R$ 295/@.
Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, os preços de todas categorias terminadas andaram de lado nesta terça-feira: o boi gordo sem padrão-exportação está cotado em R$ 307/@, o “boi-China” em R$ 310/@, a vaca gorda em R$ 282/@ e a novilha terminada em R$ 295/@ (valores brutos, no prazo).
No mercado futuro, a maioria dos contratos do boi gordo registraram queda (embora moderada) no pregão de segunda-feira (13/10) da B3. O papel com vencimento em dezembro/25 encerrou a sessão cotado a R$ 327,95/@, com ligeira baixa de 0,12% frente ao fechamento de sexta-feira.
Exportações seguem aquecidas em out/25
Nos primeiros oito dias úteis de outubro/25 (acumulado das duas semanas), as exportações brasileiras de carne bovina congelada, fresca e resfriada atingiram 111,92 mil toneladas, com uma média diária de 13,99 mil toneladas, um avanço de 13,9% frente ao volume médio diário registrado em outubro de 2024, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Em receita, os embarques somaram US$ 621,33 milhões, com média diária de US$ 77,66 milhões, um acréscimo 35,6% sobre o resultado médio diário obtido em igual mês do ano passado, de US$ 57,26 milhões.
A cotação média da proteína embarcada ficou em US$ 5.551,6 mil/tonelada, com valorização de 19,1% sobre o preço médio de outubro/24, de US$ 4,661.7/tonelada.




