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Preços do boi gordo seguem firmes nas praças brasileiras, com alguns negócios acima das referências

“A pressão de baixa praticamente desapareceu”, dizem os analistas da Agrifatto, consultoria que acompanha diariamente 17 regiões pecuárias do País
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Seguindo a toada dos últimos dias, o mercado brasileiro do boi gordo segue estável, com negócios pontuais acima das referências em várias praças, informa nesta terça-feira (14/10) a Agrifatto. “A pressão de baixa praticamente desapareceu”, acrescenta a consultoria. 

Segundo os analistas, a oferta de animais oriundos de confinamento e de contratos a termo diminuiu, um quadro típico do último trimestre. 

Confira as cotações da arroba do boi gordo, apurados no dia 14/10 pela Agrifatto; clique AQUI.

Ao mesmo tempo, as exportações brasileiras de carne bovina in natura continuam em ritmo forte, favorecendo o escoamento rápido da produção.

Tal conjuntura tem favorecido a recuperação gradual dos preços no físico e também no mercado futuro do boi gordo. 

Segundo o monitoramento da Agrifatto, porém, o volume de negócios não tem sido suficiente para ampliar as escalas de abate das indústrias brasileiras, que contabilizam oito dias úteis, na média nacional. 

“Os frigoríficos pequenos e médios, mais voltados ao mercado interno, continuam com escalas mais curtas, o que sustenta as cotações e reforça expectativas de alta da arroba”, observam os analistas da consultoria.

Por sua vez, os grandes frigoríficos exportadores trabalham com folga, amparadas por lotes próprios e contratos fechados antecipadamente. 

Pelos dados apurados pela Agrifatto, o boi gordo “comum” e o “boi-China” valem o mesmo preço no mercado paulista (R$ 315/@), enquanto a cotação média nas 16 outras regiões monitoradas permaneceu em R$ 295/@. 

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, os preços de todas categorias terminadas andaram de lado nesta terça-feira: o boi gordo sem padrão-exportação está cotado em R$ 307/@, o “boi-China” em R$ 310/@, a vaca gorda em R$ 282/@ e a novilha terminada em R$ 295/@ (valores brutos, no prazo).

No mercado futuro, a maioria dos contratos do boi gordo registraram queda (embora moderada) no pregão de segunda-feira (13/10) da B3. O papel com vencimento em dezembro/25 encerrou a sessão cotado a R$ 327,95/@, com ligeira baixa  de 0,12% frente ao fechamento de sexta-feira.

Exportações seguem aquecidas em out/25

Nos primeiros oito dias úteis de outubro/25 (acumulado das duas semanas), as exportações brasileiras de carne bovina congelada, fresca e resfriada atingiram 111,92 mil toneladas, com uma média diária de 13,99 mil toneladas, um avanço de 13,9% frente ao volume médio diário registrado em outubro de 2024, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). 

Em receita, os embarques somaram US$ 621,33 milhões, com média diária de US$ 77,66 milhões, um acréscimo 35,6% sobre o resultado médio diário obtido em igual mês do ano passado, de US$ 57,26 milhões.

A cotação média da proteína embarcada ficou em US$ 5.551,6 mil/tonelada, com valorização de 19,1% sobre o preço médio de outubro/24, de US$ 4,661.7/tonelada.

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