Pecuaristas batalham, com certo sucesso, por preços mais altos, favorecidos pelas boas condições das pastagens

Produtores seguram os animais nas fazendas, negociando de maneira cadenciada, enquanto os frigoríficos estão comprando apenas o mínimo para manter as operações de abate

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Num acirrado embate entre pecuaristas e frigoríficos, o mercado físico do boi gordo manteve preços da arroba firmes ao longo desta semana, com viés de alta para os próximos dias, relata a Agrifatto.

De um lado, os produtores brasileiros seguram os lotes de boiadas gordas nas fazendas, favorecidos pelas excelentes condições nutricionais das pastagens naturais.


Por sua vez, continua a Agrifatto, os frigoríficos estão adquirindo lotes de animais terminados em quantidades mínimas, apenas o necessário para manter o atendimento das programações, garantindo o abate de, pelo menos, oito dias úteis, conforme a média nacional.

Nas últimas semanas, o mercado físico do boi gordo embarcou em um movimento de valorização de preços, com a cotação do animal em São Paulo atingindo, em 17 de abril (quarta-feira), R$ 232,62/@, o maior valor desde 28/02/24, informa a Agrifatto.

Na B3, o movimento foi ainda mais intenso e o contrato futuro do boi gordo com vencimento em maio/24 atingiu R$ 236,75/@ na quinta-feira (18/04/24), o maior patamar desde 17/01/24.

Segundo a Agrifatto, a valorização nas cotações do boi gordo está atrelada à maior dificuldade dos frigoríficos em manter as escalas alongadas, um reflexo das boas pastagens, após as fortes chuvas registradas nos últimos dois meses.

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A subida nos preços da arroba representou um certo alívio aos pecuaristas, bastante descontentes com as cotações que eram ofertadas até então – o primeiro trimestre de 2024 registrou a pior variação negativa para os preços do boi gordo desde 2009, recuando mais de 8% desde o início do ano, calcula a Agrifatto.

No entanto, alerta a consultoria, o histórico de preço do boi gordo para os próximos quatro meses é desfavorável ao pecuarista, ainda mais considerando a atual fase de descarte de fêmeas dentro do ciclo pecuário.

Segundo o zootecnista Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria, analisando o histórico dos últimos anos e considerando a variação nominal nos preços entre maio e abril, desde 1996, a média em maio sempre foi menor do que a de abril, sem exceções.

“Ou seja: a desova de fim de safra pesa”, afirma Fabbri, acrescentando: “Se este histórico se repetirá, só a história dirá, mas, ao pecuarista, o movimento atual soa como uma boa oportunidade para negociações no curto prazo”.

Com isso, a Agrifatto sugere o uso de mecanismos de proteção de preço na B3 (hedge).

“Acreditamos que essa seja uma boa oportunidade de comercialização antecipada, acelerando a comercialização de boiada gorda para os próximos meses”, propõe a consultoria, acrescentando que, ao seguir tal estratégia, os pecuaristas reduzirão a exposição ao risco de desvalorização diante da chegada da seca e da primeira leva de bovinos que passam pela engorda intensificada no cocho.

Segundo a consultoria, nos últimos 30 dias, os preços futuros do boi gordo subiram R$ 13/@, abrindo a janela de comercialização antecipada.

A Agrifatto chama a atenção para o atual ágio do preço futuro do boi gordo em relação ao valor vigente no mercado físico (Cepea).

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Enquanto o índice Cepea apontava para um boi gordo entre R$ 229-233/@ nos últimos 7 dias, as precificações futuras sinalizavam um boi gordo de R$ 237/@ ao final de maio/24, chegando a R$ 240,50/@ no fim de agosto/24. “Ou seja, o mercado está disposto a pagar ágios que chegam a quase 5% do valor atual do boi gordo no mercado físico paulista”, observa a Agrifatto.

Nesta sexta-feira (19/4), o preço médio do boi gordo (média entre animal “comum” e “boi-China) em São Paulo subiu para R$ 235/@, apurou a Agrifatto.

Preços dos animais terminados apurados pela Agrifatto na sexta-feira (19/4):

São Paulo — O “boi comum” vale R$230,00 a arroba. O “boi China”, R$240,00. Média de R$235,00. Vaca a R$210,00. Novilha a R$220,00. Escalas de abates de nove dias;

Minas Gerais — O “boi comum” vale R$215,00 a arroba. O “boi China”, R$225,00. Média de R$220,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de dez dias;

Mato Grosso do Sul — O “boi comum” vale R$220,00 a arroba. O “boi China”, R$230,00. Média de R$225,00. Vaca a R$200,00. Novilha a R$205,00. Escalas de abate de sete dias;

Mato Grosso — O “boi comum” vale R$210,00 a arroba. O “boi China”, R$220,00. Média de R$215,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de sete dias;

Tocantins — O “boi comum” vale R$210,00 a arroba. O “boi China”, R$220,00. Média de R$215,00. Vaca a R$180,00. Novilha a R$190,00. Escalas de abate de nove dias; Pará — O “boi comum” vale R$210,00 a arroba. O “boi China”, R$220,00. Média de R$215,00. Vaca a R$180,00. Novilha a R$190,00. Escalas de abate de dez dias;

Goiás — O “boi comum” vale R$215,00 a arroba. O “boi China/Europa”, R$225,00. Média de R$220,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de oito dias;

Rondônia — O boi vale R$190,00 a arroba. Vaca a R$175,00. Novilha a R$180,00. Escalas de abate de doze dias;

Maranhão — O boi vale R$210,00 por arroba. Vaca a R$185,00. Novilha a R$185,00. Escalas de abate de onze dias;

Paraná — O boi vale R$225,00 por arroba. Vaca a R$200,00. Novilha a R$205,00. Escalas de abate de sete dias.

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