OUÇA 🎧 | O melhor capim é aquele que a fazenda já tem; confira 5 passos para escolher

As variedades são muitas e todas podem oferecer boa produtividade se receberem o devido gerenciamento; tudo pode começar com aquelas que a propriedade dispõe.

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Empresas diversas, mais destacadas ou modestas, assim como instituições de pesquisa e universidades, ao longo dos últimos 70 anos desenvolveram uma infinidade de gramíneas, criando certa dificuldade até para técnicos.

Então, o pecuarista que quer melhorar sua produção de pasto tem necessariamente regras para cumprir na hora de escolher um capim ou mais.


Sem considerar um primeiro passo, mas uma medida de segurança, o produtor sempre deve estar orientado por um profissional especializado.

Quem destaca a necessidade é Alexandre Campos Gonçalves, engenheiro agrônomo diretor da Alecrim Consultoria. Também é ele que afirma que sempre há várias opções de forrageiras, inclusive aquela que já trabalha na fazenda.

Foto: Arquivo pessoal

“Cada capim merece a devida atenção, sempre adequada às exigências da variedade em questão”, explica o técnico.

1. Antes de escolher qualquer gramínea ou gramíneas para a propriedade, o pecuarista tem de conhecer o que ele, efetivamente, tem nas mãos para trabalhar: clima regional, microclimas da fazenda, a distribuição de chuvas, os períodos mais secos, temperaturas médias e extremas, relevo e tipos de solos (mais ou menos, arenosos, argilosos, pobres ou equilibrados, no que diz respeito à sua capacidade de nutrir).

Também é preciso levantar quais as espécies forrageiras já disponíveis, pois são elas pontos de partida das mudanças. Identificando isso, algumas variedades de capim possíveis de entrarem no sistema já começam a despontar.

2. O segundo passo é analisar se essas gramíneas já disponíveis na fazenda são capazes de atender a espécie ou espécies animais que o projeto vai trabalhar: bovinos, equinos, muares, ovinos, caprinos etc.

Alguns capins se adequam a várias espécies animais, enquanto algumas espécies se dão melhor com gramíneas mais específicas. Cada qual tem seus hábitos de pastejo.

3. O terceiro ponto é ter bem claro o objetivo de criação. Deve-se responder questões como se os animais precisarão de alto desempenho, por exemplo, no ganho de peso? Quais as respostas produtivas e reprodutivas necessárias para o negócio ir bem? Terá de trabalhar com alta lotação por hectare, maximizando o uso do espaço físico?

Essa clareza de propósitos e metas é fundamental para a escolha das gramíneas. Capins que vão responder melhor a altas lotações, necessariamente são mais exigentes quanto a manejo e presença de nutrientes no solo, o que demanda mais recursos humanos, mecânicos e financeiros.

4. Também a capacidade administrativa do sistema é de muita relevância. Não adianta muito ânimo e recursos para fazer as coisas acontecerem na propriedade se a equipe de trabalho não tem formação, qualificação, para conduzir as rotinas de manejo das pastagens, mais numerosas e pontuais.

Então é preciso dar um passo de cada vez e no tempo e estrutura corretos. Melhor capacitar a equipe primeiro, depois melhorar o sistema, para em seguida exigir mais produção.

5. O último passo e decisivo é ter planejamento, principalmente dos recursos financeiros. Os passos e as ações devem ocorrer na medida da disponibilidade do caixa, não só da poupança, mas daqueles que estão em programação de entrada.

Assim, melhorar as forragens que já estão disponíveis é sempre mais indicado do que substituí-las, imediatamente, sem o devido controle do fluxo de caixa.

É preciso conhecer perfeitamente o que cada passo custará ao negócio. Sem isso não é possível colocar as ações ao longo do tempo de forma sustentável, economicamente.

OUÇA 🎧 os comentários de Alexandre Campos Gonçalves

 

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