Oferta maior de boiadas no mercado consolida tendência de baixa na arroba

As altas temperaturas no Brasil Central têm contribuído para o maior desgaste das pastagens, reduzindo a capacidade de retenção do gado, ressalta a S&P Global

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O mercado brasileiro do boi gordo segue enfrentando um momento de instabilidade, influenciada pelo excesso de oferta de animais terminados, intensificada pela falta de chuvas nas regiões tradicionalmente produtoras do Centro-Oeste e Sudeste, relata a equipe de analistas da S&P Global Commodity Insight.

Em linha com a apuração da S&P Global, os analistas da Agrifatto dizem que, puxado pela maior disponibilidade de boiadas gordas, o mercado começa a sentir com maior ênfase a pressão baixista sobre a arroba.


“A tendência atual de preços negativos é uma resposta à volumosa oferta que chega ao mercado, e os números divulgados pelo IBGE validam tal comportamento”, afirma a Agrifatto.

Segundo dados preliminares do IBGE referentes ao primeiro trimestre de 2024, 9,24 milhões de cabeças foram encaminhadas para a linha de abate, atingindo o maior volume da história e um aumento de 0,91% em comparação com o último trimestre de 2023.

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Atacado/varejo – Com o objetivo de atender o tradicional aumento de demanda impulsionado pelo Dia das Mães, neste domingo, diversos cortes nobres do traseiro, tais como alcatra e, principalmente, contrafilé, registraram uma movimentação consistente e passaram por leves ajustes positivos nos preços, em São Paulo, de acordo com levantamento da Agrifatto.

Além disso, continua a consultoria, o pagamento dos salários de abril, que habitualmente ocorre no final da primeira semana de maio, impulsionou significativamente a procura por carnes de segunda linha, como acém, paleta e peito, originárias do dianteiro.

No entanto, diz a Agrifatto, os denominados “cortes da roda”, como coxão mole, coxão duro, patinho e lagarto, seguiram enfrentando queda na liquidez e terminaram encalhando, mesmo a preços mais baixos que nas semanas anteriores.

“Apesar dos estoques altos para carne de primeira linha, os frigoríficos e as unidades processadoras de carne desossada optaram por manter os preços nas tabelas”, afirma a Agrifatto.

Ao longo desta semana, o volume de carne com ossos disponibilizado pelos frigoríficos ao mercado atacadista foi significativamente maior em comparação com a semana anterior. “Com foco no esperado crescimento de consumo por causa do pagamento de salários de abril e o aumento de demanda por carnes nobres no domingo comemorativo às Mães, as negociações semanais foram consideradas boas”, resume a Agrifatto.

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Preço futuro – Em uma semana de fortes movimentações na B3, o número de contratos futuros em aberto do boi gordo (futuros + opções) avançou 21,25% e atingiu 87,08 mil contratos, o maior volume de 2024, informa a Agrifatto.

A expansão foi mais intensa nas opções, que avançaram 24,82% no comparativo semanal, indicando que os players estão se utilizando da B3 para realizar operações que buscam reduzir risco e/ou especular de maneira menos arriscada, diz a consultoria.

A expansão no volume de contratos em aberto veio com futuro o boi gordo para maio/24 recuando 1,52% no comparativo semanal e fechando a quinta-feira a R$ 226,30/@, o menor valor desde o dia 25/03/24, relata a Agrifatto.

Preços dos animais terminados apurados pela Agrifatto na sexta-feira (10/5):

São Paulo — O “boi comum” vale R$220,00 a arroba. O “boi China”, R$230,00. Média de R$225,00. Vaca a R$205,00. Novilha a R$215,00. Escalas de abates de doze dias;

Minas Gerais — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China”, R$215,00. Média de R$210,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de doze dias;

Mato Grosso do Sul — O “boi comum” vale R$215,00 a arroba. O “boi China”, R$225,00. Média de R$220,00. Vaca a R$195,00. Novilha a R$205,00. Escalas de abate de dez dias;

Mato Grosso — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China”, R$215,00. Média de R$210,00. Vaca a R$185,00. Novilha a R$195,00. Escalas de abate de dez dias;

Tocantins — O “boi comum” vale R$200,00 a arroba. O “boi China”, R$210,00. Média de R$205,00. Vaca a R$180,00. Novilha a R$185,00. Escalas de abate de onze dias;

Pará — O “boi comum” vale R$200,00 a arroba. O “boi China”, R$210,00. Média de R$205,00. Vaca a R$180,00. Novilha a R$185,00. Escalas de abate de doze dias;

Goiás — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China/Europa”, R$215,00. Média de R$210,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de dez dias;

Rondônia — O boi vale R$190,00 a arroba. Vaca a R$175,00. Novilha a R$180,00. Escalas de abate de doze dias; Maranhão — O boi vale R$205,00 por arroba. Vaca a R$180,00. Novilha a R$180,00. Escalas de abate de doze dias;

Paraná — O boi vale R$220,00 por arroba. Vaca a R$195,00. Novilha a R$205,00. Escalas de abate de dez dias.

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