O mercado físico do boi gordo segue operando com estabilidade, porém sem sinais ainda claros sobre a direção dos preços ao longo das próximas semanas.
Segundo avaliação da Agrifatto, de um lado, há fundamentos de alta bastante consistentes: exportações de carne bovina aquecidas e oferta restrita de animais terminados.
De outro lado, diz a consultoria, os frigoríficos intensificaram a pressão baixista, na esteira do provável esgotamento da cota de importação da China na virada do semestre.
“A maior frequência de recuos nos contratos futuros da B3 passa a exigir atenção redobrada dos agentes da cadeia”, observa a Agrifatto.
Segundo levantamento a consultoria, no início da semana, as cotações do boi gordo permaneceram estáveis nas principais praças pecuárias.
Ainda assim, influenciadas por regiões de menor peso relativo, 8 das 17 regiões monitoradas pela Agrifatto registraram valorização discreta na segunda-feira (20/4): AL, BA, ES, MA, RJ, RO, RS e SC. Nas demais praças (SP, AC, GO, MG, MS, MT, PA, PR e TO), os preços ficaram estáveis.
Nesta quarta-feira (22/4), após o feriado nacional, São Paulo sustentou a arroba em R$ 370, enquanto nas demais praças acompanhadas pela Agrifatto a média permaneceu em R$ 347,70.
De acordo com apuração da Scot Consultoria, no mercado paulista, parte dos frigoríficos conseguiu alongar as escalas de abate em razão do menor número de dias na semana, por causa do feriado de Tiradentes.
Com isso, relatam os analistas da Scot, já há tentativas de compra da arroba do boi gordo a preços menores.
Pelos dados da Scot, em SP, o boi gordo sem padrão-exportação segue cotado em R$ 365/@, a vaca em R$ 335/@, a novilha em R$ 345/@ e “boi-China”em R$ 370/@ (valores brutos e com prazo),
Futuros em queda
No mercado futuro, os preços do boi gordo encerraram a sessão da B3 de segunda-feira em queda.
O contrato com vencimento em junho/26 fechou cotado a R$ 334,80/@, com recuo de 0,61% em relação ao dia anterior.




