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///Incidência precoce da ferrugem da soja desafia produtores

Incidência precoce da ferrugem da soja desafia produtores

Até agora há 55 relatos de ocorrência da ferrugem em seis Estados após vazio sanitário

Portal DBO - 03/12/2018

Soja com ferrugem.Foto: Arquivo Embrapa

A ferrugem-asiática da soja chegou mais cedo nas lavouras comerciais na safra 2018/2019, acompanhando a implantação antecipada das lavouras, logo após o término dos períodos de vazio sanitário. Até agora há 55 relatos de ferrugem em seis estados – Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. “A semeadura cedo, associada às plantas de soja voluntárias (guaxas) com ferrugem que sobraram do vazio sanitário e as condições favoráveis, com chuvas bem distribuídas, fez com que as primeiras ocorrências fossem antecipadas em até um mês em relação à safra 2017/2018”, explica a pesquisadora Claudia Godoy, da Embrapa Soja.

A dificuldade para manejar a doença será ainda mais complexa nos estados em que a semeadura foi mais tardia, a exemplo do Rio Grande do Sul. Nessa safra, a pesquisadora Leila Costamilan, da Embrapa Trigo, diz que as chuvas frequentes e em altos volumes, em outubro, atrasaram os plantios. “Também fizeram com que, em algumas áreas, ocorressem replantios devido à morte de soja, causada pela doença podridão radicular de fitóftora”, destaca a pesquisadora. Mesmo assim, a ferrugem foi relatada 10 dias mais tarde, nesta safra, do que na safra 2017/2018.

Além disso, no RS há o agravante de não haver a adoção do vazio sanitário. Leila diz que há relatos de ferrugem em plantas voluntárias de soja, que sobreviveram ao inverno em várias regiões, e em kudzu, indicando a presença de esporos do fungo. Até agora, há 11 relatos de focos da doença, em áreas comerciais. “Alguns produtores conseguiram semear cedo, o que ocasionou uma grande janela de semeadura. As primeiras áreas semeadas irão produzir inóculo para as áreas que semearam mais tarde”, explica.

Relatos do agrônomo Laercio Hoffmann, da Syngenta, reforçam a ocorrência de ferrugem da soja em kudzu, uma planta que é hospedeira da ferrugem, e também em soja voluntária, que nasceu espontaneamente e não faz parte das lavouras semeadas. “A ferrugem está chegando muito cedo nas lavouras comerciais e as condições climáticas são favoráveis para a doença”, diz.

Por isso, a pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja, enfatiza a necessidade de se intensificar o monitoramento da doença e também manejar adequadamente a ferrugem. Godoy orienta os produtores a consultarem os resultados de eficiência dos fungicidas para o controle da ferrugem e utilizar os multissítios para aumentar a eficiência de controle. Consulte a publicação: Eficiência de fungicidas para o controle da ferrugem-asiática da soja, Phakopsora pachyrhizi, na safra 2017/2018: resultados sumarizados dos ensaios cooperativos.

Ferrugem na safra 2018/2019 – O primeiro relato no site do Consórcio Antiferrugem em Porto Mendes (Marechal Cândido Rondon), PR, em 31 de outubro, foi cadastrado pelas cooperativas Copagril e Copacol. As ocorrências de ferrugem-asiática na safra podem ser verificadas no mapa do site do Consórcio Antiferrugem. De acordo com Godoy, o principal objetivo do Consórcio é informar as ocorrências regionais para alertar o produtor sobre a chegada da doença. “Como o fungo da ferrugem se dissemina facilmente pelo vento, com o alerta, o produtor pode proteger sua lavoura, evitando perdas de produtividade”.

Fonte: Embrapa

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