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10 de dezembro de 2018 - segunda

Greve dos caminhoneiros afeta setor de proteína animal

Em notas, entidades e empresas apontam as dificuldades e paralisam operações

Portal DBO - 23/05/2018

Foto: Marcelo Camargo/Arquivo Agência Brasil

Várias entidades, empresas e a Ceagesp emitiram notas relativas à paralização dos caminhoneiros. Veja aqui algumas das manifestações e os problemas que elas têm enfrentado.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), representando mais de 170 empresas e cooperativas da cadeia produtiva e exportadora de proteína animal em atividade no Brasil, informam que as greves dos caminhoneiros estão impactando diretamente o setor produtivo de carnes em todo o país.

Ao todo, 129 unidades produtivas das empresas associadas de carnes bovina, suína e de aves estão paralisadas na data de hoje (23), com previsão de que, até a sexta-feira (25), mais de 90% da produção de proteína animal seja interrompida caso a situação não se normalize, somando mais de 208 fábricas de diversos portes paradas no Brasil.

Com os bloqueios nas rodovias, que impedem o acesso dos insumos necessários à produção e impossibilitam o escoamento de alimentos, deixaram de ser exportadas 25 mil toneladas de carne de frango e suínos, o equivalente a uma receita de US$ 60 milhões que deixa de ser gerada para o país. No caso da carne bovina, são cerca de 1200 containers que deixam de ser embarcados por dia.

Mais de 85 mil funcionários das indústrias e cooperativas de proteína animal de diversos portes estão com as atividades suspensas nas unidades produtivas. Da mesma forma, os diversos fornecedores de insumos também estão sendo impactados.

Os estabelecimentos menores e de cidades pequenas ou regiões metropolitanas – que mantêm um ciclo de entrega de produtos a cada dois dias – já estão com o abastecimento comprometido. Essa dificuldade pode atingir os grandes centros nos próximos dias.

No Pará, a paralisação também traz reflexos para os frigoríficos. De acordo com o presidente da Acripará, Maurício Fraga, como não podem recorrer a métodos alternativos para conservar o couro dos animais (salgar, por exemplo), algumas indústrias têm paralisado a linha de abate por não conseguir entregar a mercadoria aos curtumes. “Relataram para mim aqui na InterCorte esse reflexo que a greve está tendo, então são muitos os impactos”, diz.

Além de haver o risco real de desabastecimento, a greve impacta o setor de proteína animal, que emprega mais de 7 milhões de pessoas e é responsável pela produção de mais de 25 milhões de toneladas de alimento/ano.

A ABIEC e a ABPA reiteram que o movimento é um direito da categoria, mas reafirmam a importância da manutenção do transporte de alimentos para a população. As consequências já ganharam contornos graves e o setor produtivo entende que é necessário que sejam tomadas as devidas medidas por parte dos governantes para que a situação seja sanada o quanto antes.

Assinam a nota Antonio Jorge Camardelli – Presidente da ABIEC e Ricardo Santin – Diretor-executivo da ABPA.

BRF

A BRF S.A. comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que, em consequência da greve dos caminhoneiros, quatro unidades de abate de frangos e suínos tiveram as suas atividades completamente suspensas hoje pela manhã. Elas estão localizadas em Nova Marilândia (MT), Dois Vizinhos (PR), Toledo (PR) e de Campos Novos (SC). A medida decorre da falta do recebimento de matéria-prima, interrompida preventivamente no campo para não comprometer o bem-estar dos animais.

Além disso, outras seis unidades terão paralisação parcial nesta quarta-feira, dia 23. Elas estão localizadas em Rio Verde (GO), Uberlândia (MG), Dourados (MS), Toledo (PR), Chapecó (SC) e Garibaldi (RS). Existe ainda o risco iminente de outras seis fábricas de processamento pararem parte da produção ao longo do dia por utilização de toda a capacidade de estoques. São elas: Campos Novos (SC), Concordia (SC), Herval do Oeste (SC), Dois Vizinhos (PR), Francisco Beltrão (PR) e Marau (RS).

A BRF informa também que diversos insumos utilizados na industrialização dos alimentos não foram entregues ontem, dia 22. Além disso, 10% da ração destinada aos animais não foram entregues aos produtores – impactando a alimentação de cerca de 1 milhão de animais. A companhia reforça que a impossibilidade de transporte de insumos e produtos causa perdas irreparáveis para a empresa, colaboradores e produtores rurais, assim como compromete severamente o bem-estar animal e prejudica consumidores.

A Companhia manterá os seus acionistas e o mercado em geral devidamente informados em relação a eventuais desdobramentos do presente Comunicado.

Abiove

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais manifesta sua preocupação com a greve realizada pelos caminhoneiros e empresas transportadoras.

A ABIOVE foi informada por suas associadas sobre a paralisação de diversas unidades industriais de processamento de soja, produção de farelo de soja, de óleo vegetal e de biodiesel em razão da impossibilidade do recebimento de matérias primas e do escoamento de produtos.

A associação teme que a continuação da greve prejudique ainda mais o abastecimento doméstico e a exportação de produtos de suas associadas, impactando diretamente no cumprimento dos seus contratos.

A ABIOVE sugere às empresas associadas que se manifestem junto aos seus fornecedores e clientes, explicando que atrasos podem ocorrer na recepção e expedição de produtos fruto da manutenção da greve, sendo estes motivos de força maior e fora do controle das empresas.

Ademais, a associação solicita que as autoridades ofereçam soluções para equacionar o problema que a greve tem causado na movimentação de soja e seus derivados e espera que ela seja encerrada com a maior brevidade possível, sob pena de prejudicar severamente as exportações agroindustriais brasileiras.

Lactalis

A greve nacional dos caminhoneiros, iniciada essa semana, tem prejudicado não apenas a coleta de leite, mas também as atividades da indústria, devido à falta de abastecimento de insumos necessários para sua operação e à impossibilidade da retirada dos produtos acabados das fábricas, embora todo o esforço que temos realizado com essa finalidade.

Neste cenário, poderemos ter interrupção da coleta do leite nas propriedades em várias regiões do país, eis que a situação infelizmente fugiu ao nosso alcance. Estudamos diversas alternativas para minimizar os impactos causados pela greve, mas, por motivo de força maior, não temos como garantir a continuidade da operação de coleta. Tão logo a situação volte ao normal, retomaremos nossas atividades.

Lamentamos o ocorrido e nos colocamos à disposição para esclarecimentos. Contamos com a compreensão de todos.

Minerva

Durante o evento Confinar, que acontece em Campo Grande, Fabiano Tito Rosa, gerente nacional de compras do Minerva Foods anunciou que a partir de amanhã o frigorífico suspende o abate de bovinos no Brasil. Segundo ele, a greve dos caminhoneiros não permite a entrada e nem a saída de animais.

Ceagesp

Por fim, a Ceagesp emitiu a seguinte nota:

Sobre a greve dos caminhoneiros e os reflexos na comercialização de produtos no Entreposto Terminal São Paulo, a CEAGESP informa que foi observado que alguns produtos começam a ter problemas na oferta/chegada .

Na segunda-feira (21/5), 1o.dia de greve, boa parte dos fornecedores/produtores anteciparam as entregas de mercadorias desde o final da tarde de domingo.

Assim, não houve registro de problemas de abastecimento na segunda-feira.

Como terça-feira é o dia de menor movimentação na CEAGESP, somente a batata registrou problemas no meio do dia do dia 22/5.

Nesta quarta-feira (23/5) com a previsão de grande movimentação, foram percebidos diversos problemas, como a entrada de produtos provenientes de outros estados e que encontram mais dificuldade de acesso. Alguns desses produtos são a manga e mamão, provenientes da Bahia e Espírito Santo, o melão do Rio Grande do Norte, a melancia de Goiás e a batata do Paraná, entre outros.

A produção vinda do interior de São Paulo não apresenta problemas (citros, verduras e boa parte dos legumes).

Os produtos que permitem estocagem (maçã, pera, abóboras, coco verde, alho, cebola, etc.) sofrem menos no curto prazo, mas, no médio/longo prazo, com a manutenção da greve, também podem sofrer desabastecimento.

Da mesma forma que a oferta apresenta problemas, a demanda também está prejudicada. Compradores que carregam para outros estados, não estão realizando negócios.

Esse “equilíbrio” faz com que os preços não apresentem aumentos exorbitantes, mas alguns produtos já registram altas, como a batata, por exemplo.

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