Gestão na pecuária: alta de custos, o que o seu planejamento te diz

É preciso cuidado com ações que possam tirar a produtividade do rebanho e aumentar de forma desnecessária a permanência de animais na fazenda

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Por Ivaris Junior

Em 28 de junho, no programa DBO Destaca, o zootecnista José Leonardo Ribeiro, gerente de produtos de Ruminantes da Guabi, disse à apresentadora Annete Moreira que lidar com aumentos drásticos de custos na produção é mesmo uma tarefa “difícil”.

Para ele “nem pensar em cortar despesas reduzindo volume ou qualidade da dieta dos animais”, referindo-se à soja, milho e núcleos proteicos fundamentais em algumas etapas. “Isso vai trazer prejuízo pelo desempenho do gado, na conta final”. Então, o técnico aponta “a boa gestão” da fazenda como principal aliada. “É ver o que o seu planejamento te diz”, reforça (confira abaixo o programa, na íntegra).


Em um estudo não tão recente, mas ainda muito atual, o pesquisador Fernando Paim Costa, da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande, MS), diz que a boa gestão de uma fazenda é aquela que te permite “organizar, controlar, planejar e, efetivamente, dirigir” o seu negócio.

Shiro Nishimura, titular da Fazenda Araponga, em Jaciara (MT), e ex-presidente da Jacto Máquinas Agrícolas – portanto, ex-empresário no segmento industrial – concorda com Ribeiro, mas avalia que um modelo de gestão depende muito de quem o aplica. “Softwares e teclas não resolvem o que não está feito ou previsto”, explica.

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Ele cita como exemplo – para não “mexer em vespeiro tão grande”, como as altas abruptas de custos – um acontecimento normalmente mais corriqueiro dentro de uma fazenda de bovinos de corte que é o período de vedação das pastagens.

Foto: Arquivo pessoal

“Quem precisa se valer de tal estratégia, não pode chegar no dia de mandar o gado embora com uma mão na frente e outra atrás. Pode ser que no dia de encher os caminhões os preços estejam baixos e não façam o caixa esperado”, situa o pecuarista.

Nishimura entende que se você fez boa gestão, o seu planejamento preveniu tal situação. Para contornar a situação descrita, ou você amarrou sua produção com um preço já definido lá atrás ou, então, vai abrir um silo e dar comida aos animais para que eles continuem ganhando peso até um momento mais favorável de mercado – aquele que paga mais por seu produto. Neste caso, “a gestão resolveu satisfatoriamente um problema antes que ele virasse um desastre”, reforça o produtor.

Ocorre que cada vez mais a bovinocultura de corte moderna pede a suplementação para várias categorias animais e não somente para aquelas mais tradicionais, como as de terminação.

Quem já está se valendo de uma pecuária mais intensiva, sabe que antes de operar é melhor estar calçado antes com certos insumos, exatamente aqueles que “não vão deixar seu negócio morrer afogado na praia”, conclui Nishimura.

DBO Destaca | Redução de custo não deve prejudicar a eficiência produtiva; vídeo

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