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Controle Certeiro – Capítulo 1 2018-11-27T12:02:02-02:00

CAPÍTULO 1

Como o bovino é infestado?

O carrapato tem duas fases bem distintas de vida: a livre, na pastagem; e a parasitária, no hospedeiro, que dura 21 dias.

Ao se desprender do bovino, a fêmea ingurgitada (cheia de sangue) cai no solo. Como não gosta de sol direto, procura um local bem escondido na pastagem para fazer a postura dos ovos, o que pode levar de 30 a 70 dias, dependendo da temperatura e umidade locais. Uma vez cumprida sua missão, a fêmea morre.

Os ovos eclodem e as larvas sobem até a ponta das folhas, onde ficam à espera do animal. Quando o bovino aparece, ela se agarra em seu pelo e busca as melhores regiões de seu corpo para se fixar (parte posterior das coxas, barbela, face interna das orelhas).

Sete dias após se fixar no animal, a larva se transforma em ninfa.

Com mais sete dias, já é um adulto e sofre diferenciação sexual.

As fêmeas sugam cada vez mais sangue e copulam com os machos. Caem novamente no solo e tudo recomeça.

* O carrapato ingere, de larva até a fase adulta, 3 mL de sangue
* Ao sugar o sangue, retém somente a parte sólida (glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas) e devolvem para o bovino a parte líquida (plasma) junto com a saliva, inoculando as babesias, causadoras da Babesiose.

Fábrica de ovos
* No chão, a fêmea ingurgitada (teleógina) procura um lugar úmido, abrigado do sol, para fazer a postura dos ovos, que chega a 3.000.

O tamanho do prejuízo
* Estimativas apontam que 31% das propriedades de corte no Rio Grande do Sul (41 mil propriedades) tem mortes anuais causadas por Tristeza Parasitária Bovina (TPB).
* Considerando a mortalidade média de bovinos por propriedade, estima-se em 180.000 bovinos mortos por ano no Estado.

Ao longo do ciclo de vida, cada carrapato provoca mais de 1 g de perda de peso. Portanto, 1.000 carrapatos causam mais de 1 kg de perda de peso.

A transmissão da Anaplasmose também se dá pelo carrapato bovino, mas principalmente pela picada de insetos hematófagos, como mutuca e a mosca-dos-estábulos, além de agulhas contaminadas. No Rio Grande do Sul, é comum ocorrerem picos da doença ocorrem logo após a campanha de vacinação contra febre aftosa.

As larvas do carrapato percebem a aproximação do bovino ao serem atraídas pelo gás carbônico da respiração dos animais, ou pelo deslocamento do ar.

Você Sabia?

  • Larvas são extremamente ativas, e migram para a ponta do capim nos horários mais frescos do dia.

  • 95% dos carrapatos estão na pastagem e apenas 5% no animal. A maioria deles é repelida por lambedura ou vassoura da cauda.

  • Cada teleógina (fêmea) põe, em média, 3.000 ovos. Ao sugar o sangue, pode aumentar em até 200 vezes seu tamanho.

Mito ou verdade?

Um animal acometido por Tristeza Parasitária pode sofrer morte súbita ao ser conduzido para manejo no curral?

VERDADE – Tanto as babesias quanto a Anaplasma marginale, agentes causadores da Tristeza Parasitária, provocam um quadro de anemia hemolítica, por causarem destruição de hemácias. Essas células, também chamadas de glóbulos vermelhos, são responsáveis por transportar oxigênio para os tecidos corporais. Se o animal doente é manejado de forma apressada ou submetido a esforço físico, a falta de aporte de oxigênio, em função da redução de hemácias, pode provocar um choque cárdio-respiratório e morte súbita.

Estragos causados pelo parasito

Tristeza Parasitária Bovina

O carrapato bovino pode transmitir um complexo de doenças conhecido como Tristeza Parasitária Bovina (TPB), com destaque para a Babesiose e a Anaplasmose. Estas duas enfermidades têm causas e tratamentos distintos, mas sinais clínicos semelhantes, razão pela qual são descritas simplesmente como “Tristeza Parasitária”.

Babesiose

É causada por protozoários do gênero Babesia (espécies Babesia bovis e Babesia bigemina). As babesias são transmitidas aos bovinos única e exclusivamente pelo carrapato Rhipicephalus (Boophilus) microplus, por meio da saliva.

■ Na babesiose provocada pela Babesia bovis, o mais virulento dos três agentes, o animal pode apresentar prostração, anemia, sintomatologia nervosa e até morte súbita.

Anaplasmose

É provocada por uma bactéria do gênero Anaplasma (espécie Anaplasma marginale). A transmissão também se dá pelo carrapato bovino, mas principalmente pela picada de insetos hematófagos, como a mutuca e a mosca-dosestábulos, além de agulhas contaminadas.

■ Anemia é o principal sintoma dessa enfermidade, mas o bovino também pode apresentar icterícia (coloração amarelada de pele e mucosas), como mostra a foto.

Confira o 1º capítulo da série publicada na Revista DBO de outubro 2018

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