Carne bovina: analista prevê ‘céu de brigadeiro’ aos exportadores brasileiros

Na opinião de Douglas Coelho, sócio da Radar Investimentos, dólar em alta e demanda chinesa irão impulsionar os embarques neste segundo semestre

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Os fundamentos (macroeconômicos e financeiros) apontam para firmeza da moeda norte-americana no curtíssimo prazo, tendência que abre um cenário de “céu de brigadeiro” para os frigoríficos exportadores de carne bovina do Brasil, destaca o zootecnista Douglas Coelho, em coluna publicada no boletim Boi & Companhia da Scot Consultoria.

Segundo Coelho, que é sócio da Radar Investimentos, a discussão da intensidade da alta de juros nos EUA e na Europa tem sido o principal fator de alta do câmbio. Paralelamente, no Brasil foi aprovado a “PEC dos auxílios”, o que pressiona o cenário fiscal.


A forte desvalorização do real frente ao dólar deixa as commodities brasileiras, incluindo a carne, ainda mais competitivas no mercado internacional.

Historicamente, considerando os últimos cinco anos, o volume embarcado no Brasil em julho ficou acima da quantidade registrada em junho, compara Coelho.

Em julho de 2021, por exemplo, o Brasil exportou 166,3 mil toneladas de carne bovina in natura, versus 140,31 mil toneladas registrada em junho/21.

Com base em dados preliminares divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o sócio da Radar diz que o volume consolidado em julho/22 teria potencial de crescimento de aproximadamente 14% na comparação com maio/22 e avanço de 6% em relação ao resultado de jul/21.

Além disso, olhando para os meses seguintes, outro fator de estímulo aos exportadores brasileiros, segundo Coelho, será o período que antecede o feriado de Ano Novo na China, que em 2023 será comemorado mais cedo, em 22 de janeiro.

“Esse fator deve concentrar o apetite de compra do abastecimento chinês (para formação de estoques de carne bovina) desde julho/22 e até o final de outubro/22”, observa o analista.

VEJA TAMBÉM | Carne bovina: demanda chinesa tende a se manter aquecida no 2º semestre

Na avaliação do sócio da Radar, a combinação dos fatores mencionados acima – dólar em alta e aquecimento da demanda chinesa – deixará essa janela de exportação de carne bovina brasileira ainda mais forte e mais concentrada em relação ao quadro apresentado em 2021.

Coelho, porém, recorda do bloqueio das vendas de carne bovina brasileira à China, imposto no ano passado depois do surgimento de dois casos atípico da doença da “vaca louca” no Brasil, o que deixou a base de comparação (dos volumes de carne bovina embarcados) mais fraca entre outubro/21 e novembro/21.

“O mercado é dinâmico, as condições de oferta de animais mudam rápido (principalmente na entressafra). Portanto, esse dinamismo vai exigir mais atenção do pecuarista para aproveitar as oportunidades que as ferramentas de proteção de preço oferecem”, recomenda.

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