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Anuário DBO | Desmatamento diminui novamente; o do Cerrado é o mais significativo

Índice recuou em todos os biomas monitorados; no Amazônia, recuo foi de 19%, para 4.182 km², e no Cerrado, de 24%, para 5.901 km².

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Por Larissa Viera

Se por um lado o Brasil sofreu com o aumento de incêndios florestais em 2024 − 278.299 focos, aumento de 46,5% em relação a 2023 −, o desmatamento recuou na maioria dos biomas. No Amazônia, foi de 19%, para 4.182 km², e no Cerrado, de 24%, para 5.901 km², segundo dados do Deter (Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real), do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Esses números representam a somatória dos alertas diários emitidos pelo Deter e permitem montar um panorama do ano civil (janeiro a dezembro). Mas o INPE utiliza uma outra metodologia para o índice anual, que vai de agosto de um ano até julho do ano seguinte. Para compor essas taxas anuais, o instituto utiliza o Programa de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), que, em geral, apresenta números maiores do que os do Deter. Isso porque a resolução das imagens dos satélites utilizados pelo Prodes é melhor. O importante, no entanto, é que um ratifica a tendência apontada pelo outro. No último balanço, divulgado em outubro de 2024, por exemplo, o Prodes apontou desmatamento de 8.174 km² no Cerrado, decréscimo de 25,7% em comparação com o período agosto/2023 a julho/2024.

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Se por um lado o Brasil sofreu com o aumento de incêndios florestais em 2024 − 278.299 focos, aumento de 46,5% em relação a 2023 −, o desmatamento recuou na maioria dos biomas. No Amazônia, foi de 19%, para 4.182 km², e no Cerrado, de 24%, para 5.901 km², segundo dados do Deter (Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real), do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Esses números representam a somatória dos alertas diários emitidos pelo Deter e permitem montar um panorama do ano civil (janeiro a dezembro). Mas o INPE utiliza uma outra metodologia para o índice anual, que vai de agosto de um ano até julho do ano seguinte. Para compor essas taxas anuais, o instituto utiliza o Programa de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), que, em geral, apresenta números maiores do que os do Deter. Isso porque a resolução das imagens dos satélites utilizados pelo Prodes é melhor. O importante, no entanto, é que um ratifica a tendência apontada pelo outro. No último balanço, divulgado em outubro de 2024, por exemplo, o Prodes apontou desmatamento de 8.174 km² no Cerrado, decréscimo de 25,7% em comparação com o período agosto/2023 a julho/2024.

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