O Especial de Genética e Reprodução traz, pela primeira vez em sua história, o TOP 50 – Maiores Vendedores de Reprodutores Taurinos do Brasil, um levantamento extremamente relevante, iniciado, em 2016, pela Revista AG, que deixou de circular no início deste ano. DBO decidiu dar continuidade ao ranking, em parceria com a Assessoria Agropecuária FF Veloso & Dimas Rocha. Confira os resultados e novos participantes.

Por Carolina Rodrigues
O TOP 50 – Maiores Vendedores de Reprodutores Taurinos do Brasil foi realizado durante oito edições pela Revista AG, ligada à Revista Granja, baluarte do jornalismo agropecuário no Sul do País, mas que deixou de circular em março neste ano, encerrando 80 anos de serviços prestados ao setor. Para não deixar este importante trabalho morrer, DBO propôs uma parceria com a Assessoria Agropecuária FF Velloso & Dimas Rocha, idealizadora do projeto, inspirado no Seedstock 100, levantamento norte-americano publicado pela revista Beef Magazine.
A parceria chegou num momento oportuno. Em 2024, o Banco de Dados de Leilões DBO completa 30 anos. Com os primeiros registros realizados em abril de 1994, esse banco ganhou relevância no setor por acompanhar um mercado que funciona como “vitrine” para importantes produtores de genética do País.
Na elaboração do Top 50 2024, foram consideradas tanto as vendas em leilão quanto as realizadas nas fazendas. Estas últimas representam 50% dos negócios informados pelos participantes a cada ano, relata Fernando Velloso, da FF Velloso & Dimas Rocha, empresa responsável pela pesquisa, com apoio da DBO. A participação é voluntária e as informações foram colhidas por meio de um questionário do Google Forms ou em consultas diretas aos produtores. O critério para ranqueamento foi o total de touros vendidos por cada participante em 2023, ano desafiador para os criatórios, que tiveram de usar da criatividade e persistência para escoar sua produção.
Os Top 50 venderam 5.731 touros de raças europeias e suas sintéticas, com média de 114 touros por vendedor. Sob o estigma da instabilidade de preços (seja da reposição, seja dos insumos ou do boi gordo), muitos produtores botaram o pé no freio em 2023 e foram acometidos por certo desânimo na divulgação dos números. Aproximadamente 10 preferiram não participar neste ano. Também ocorreram liquidações, com saída de produtores de algumas raças ou venda abaixo do mínimo estipulado para participação no ranking, que foi de 40 touros. “Alguns se omitiram por receio de não atingir a posição ocupada anteriormente, em função da queda nas vendas”, explica Velloso.
O ranking é uma amostra do tamanho e do comportamento dos vendedores, que varia em função do mercado, crescendo na alta e diminuindo na baixa. A verdade é que, com a cria pressionada, faltou estímulo para compra/renovação de reprodutores em 2023. A queda na quantidade de animais registrada pelo levantamento foi de 15%, percentual bem próximo da taxa de reposição de touros recomendada pelos técnicos, que é da ordem de 20% ao ano. Todavia, houve adesões. Desta edição participam novos criadores do Charolês, Simental e até Bonsmara. “Temos a convicção de que o levantamento se tornará cada vez mais próximo da realidade do campo, pois reúne boa parte dos maiores vendedores de touros do País”, garante Velloso, deixando o convite para que os produtores não participantes da lista em 2024 retornem no próximo ano.
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Por Carolina Rodrigues
O TOP 50 – Maiores Vendedores de Reprodutores Taurinos do Brasil foi realizado durante oito edições pela Revista AG, ligada à Revista Granja, baluarte do jornalismo agropecuário no Sul do País, mas que deixou de circular em março neste ano, encerrando 80 anos de serviços prestados ao setor. Para não deixar este importante trabalho morrer, DBO propôs uma parceria com a Assessoria Agropecuária FF Velloso & Dimas Rocha, idealizadora do projeto, inspirado no Seedstock 100, levantamento norte-americano publicado pela revista Beef Magazine.
A parceria chegou num momento oportuno. Em 2024, o Banco de Dados de Leilões DBO completa 30 anos. Com os primeiros registros realizados em abril de 1994, esse banco ganhou relevância no setor por acompanhar um mercado que funciona como “vitrine” para importantes produtores de genética do País.
Na elaboração do Top 50 2024, foram consideradas tanto as vendas em leilão quanto as realizadas nas fazendas. Estas últimas representam 50% dos negócios informados pelos participantes a cada ano, relata Fernando Velloso, da FF Velloso & Dimas Rocha, empresa responsável pela pesquisa, com apoio da DBO. A participação é voluntária e as informações foram colhidas por meio de um questionário do Google Forms ou em consultas diretas aos produtores. O critério para ranqueamento foi o total de touros vendidos por cada participante em 2023, ano desafiador para os criatórios, que tiveram de usar da criatividade e persistência para escoar sua produção.
Os Top 50 venderam 5.731 touros de raças europeias e suas sintéticas, com média de 114 touros por vendedor. Sob o estigma da instabilidade de preços (seja da reposição, seja dos insumos ou do boi gordo), muitos produtores botaram o pé no freio em 2023 e foram acometidos por certo desânimo na divulgação dos números. Aproximadamente 10 preferiram não participar neste ano. Também ocorreram liquidações, com saída de produtores de algumas raças ou venda abaixo do mínimo estipulado para participação no ranking, que foi de 40 touros. “Alguns se omitiram por receio de não atingir a posição ocupada anteriormente, em função da queda nas vendas”, explica Velloso.
O ranking é uma amostra do tamanho e do comportamento dos vendedores, que varia em função do mercado, crescendo na alta e diminuindo na baixa. A verdade é que, com a cria pressionada, faltou estímulo para compra/renovação de reprodutores em 2023. A queda na quantidade de animais registrada pelo levantamento foi de 15%, percentual bem próximo da taxa de reposição de touros recomendada pelos técnicos, que é da ordem de 20% ao ano. Todavia, houve adesões. Desta edição participam novos criadores do Charolês, Simental e até Bonsmara. “Temos a convicção de que o levantamento se tornará cada vez mais próximo da realidade do campo, pois reúne boa parte dos maiores vendedores de touros do País”, garante Velloso, deixando o convite para que os produtores não participantes da lista em 2024 retornem no próximo ano.