Amido fecal: o que os olhos não veem o bolso paga!

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Barbara de Sousa Mota Neta

Zootecnista parte do corpo técnico da 3rlab.

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Marcelo Hentz Ramos

Médico veterinário parte do corpo técnico da 3rlab.

O uso de dietas com alta energia nos confinamentos brasileiros é uma prática comum e crucial para a terminação de bovinos de corte. O ingrediente energético nessas dietas representa mais de 50% da matéria seca, sendo composto, principalmente, por grãos de cereais ricos em amido, como o milho e o sorgo.

O amido é fortemente utilizado quando a intenção é fornecer energia de maneira rápida para o organismo animal, acelerando o seu ganho de peso. Uma das formas de avaliar se esse nutriente presente na dieta está sendo aproveitado adequadamente pelo animal é realizando a análise de amido nas fezes. Esse indicador é importante, pois possibilita o maior controle desse nutriente, já que o amido não digerido é desperdiçado pelo animal por meio das fezes.

A avaliação do amido fecal é uma ferramenta importante para os nutricionistas, pois permite avaliar a digestibilidade do mesmo. Dados de amostras de fezes analisadas pelo 3rlab apresenta média de 11,71% de amido na matéria seca, variando de 2,02% até 28,70%.

É desejável que o amido não digerido e que esteja presente nas fezes seja inferior a 3%, no entanto, algumas pesquisas relatam que é aceitável sua presença em até 5%, indicando que existem oportunidades de melhorias no sistema, como a avaliação das fontes individuais de amido, processamento dos grãos e o manejo nutricional para identificar a origem do problema que impactam diretamente no desempenho animal.

É importante escolher adequadamente o tipo de processamento do grão que otimize a ação da população microbiana, elevando a digestibilidade e diminuindo os teores de amido presente nas fezes, buscando os níveis desejáveis.

Na Figura 1, apresentamos um resumo do impacto econômico relacionado às perdas de amido nas fezes, quando consideramos o preço da saca do milho a R$ 40 (cotação em Mato Grosso). Cada animal adulto perderia R$ 0,13 centavos por kg de MS de fezes por dia.

Portanto, examinar o processamento das fontes de amido, bem como o tamanho da moagem do grão é um fator que pode auxiliar a solucionar os problemas relacionados aos níveis de amido fecal acima do desejado. Dessa forma, a importância do processamento do milho é um fator relevante sobre a disponibilidade de amido e consequente melhoria na eficiência alimentar dos animais.

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