Conteúdo: 6/04/2023

Mercado do boi em alerta, mas otimista

Boas pastagens e retomada de embarques para a China devolveram otimismo ao mercado do boi gordo

Por Denis Cardoso

Com o fim do verão, a quantidade de chuva pode ser menos intensa neste mês de abril, no Brasil-Central, alerta a engenheira agrônoma Jéssica Olivier, analista da Scot Consultoria, de Bebedouro (SP), com base em previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

“Com a entrada do período seco e a entressafra de capim chegando, a oferta de bovinos deverá aumentar e os preços (do boi gordo) poderão trabalhar mais frouxos, como geralmente ocorre neste período do ano”, relata a analista.

No entanto, independentemente das especulações em relação aos valores da arroba no curto prazo, os pecuaristas abriram o mês em clima de comemoração, pois os pastos continuam esverdeados nas regiões pecuárias do País, enquanto o mercado do boi tornou-se novamente “comprador” depois da reativação dos negócios com a China, a partir de 23 de março, quando estabeleceu-se o fim de um embargo de 29 dias à carne bovina brasileira, motivado pelo diagnóstico de um caso atípico de “vaca louca” no Pará.

Assim que o governo chinês deu sinal verde para os embarques brasileiros, os pecuaristas intensificaram ainda mais a estratégia de barganhar valores mais altos pela boiada gorda. Como a boa qualidade das pastagens continua favorecendo a retenção dos animais nas fazendas, os frigoríficos se viram obrigados a pagar mais para encher os caminhões de transporte do gado até os abatedouros.

Dessa maneira, em março, o boi gordo paulista encerrou o período mensal valendo R$ 295,95/@ (à vista), com elevação de 10,4% (ou R$ 28/@) sobre a cotação final de fevereiro (R$ 267,95/@). Com as valorizações do mês passado, as cotações da arroba iniciaram abril praticamente nos mesmos patamares registrados em meados de fevereiro, antes do bloqueio chinês.

Destaque para o chamado “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses de idade), que, por motivos óbvios, ressurgiu nos balcões de negócios, conquistando ágios atrativos em relação ao animal “comum” (destinado sobretudo para consumo interno). As vendas chegaram à casa dos R$ 300/@ a R$ 310/@, em São Paulo.

China com apetite

“Mais frigoríficos, principalmente os exportadores, voltaram a negociar com preços na “banda de cima”, ressalta o zootecnista Douglas Coelho, sócio da Radar Investimentos, com escritório na capital paulista. Durante quase todo o mês de março, relembra Coelho, as escalas de abate dos frigoríficos brasileiros ficaram retraídas, com as indústrias comprando “da mão para a boca”, devido à incerteza da ponta final.

“Agora, com o aumento do apetite do exportador e margens relativamente atrativas, boa parte dos frigoríficos tenta recompor as programações de abate”, observa. Na avaliação do analista, a China voltou a ter “fome de negócio”, e a procura pela proteína brasileira tende a se intensificar de maneira expressiva nos próximos meses.

“O ponto é que, neste momento, a China está no contrapé da política econômica da maioria dos países, principalmente quando comparado com os EUA e a UE”, compara Coelho, acrescentando: “Enquanto os norte-americanos e europeus estão ‘correndo atrás da inflação’, o que impacta o ritmo de suas economias, a China vive uma fase de expansão”.

Ainda segundo o zootecnista, em fevereiro último, o índice de atividade industrial da China atingiu o maior patamar dos últimos 10 anos, deixando pra trás o impacto da Covid-19. “Em resumo, é mais dinheiro circulando naquele país, possivelmente mais pessoas empregadas e com renda disponível para o consumo (incluindo o maior apetite pela carne bovina)”, reforça.

De acordo com a equipe de analistas do Rabobank, banco de origem holandesa, o ritmo de retomada das compras da China no período pós-embargo é superior ao registrado nas semanas posteriores ao fim do bloqueio chinês de 2021 (também motivado por um caso atípico de “vaca louca” no Brasil). Tal fator, dizem os especialistas, já era esperado pelos agentes de mercado por conta de um cenário mais favorável aos exportadores brasileiros em comparação com o último evento.

“Por exemplo: a dependência da China em relação à carne brasileira é maior agora (41% em 2022, ante 24% em 2019) e a recuperação do consumo chinês com a queda dos casos de Covid-19 aumentou a necessidade de importação a preços menores, já que os estoques naquele país estão atrelados a preços maiores do final do ano anterior”, diz.

Dados “contaminados”

Embora os embarques tenham retomado o fôlego após o fim do embargo chinês, os dados gerais de exportações da carne brasileira, em março/23, ainda carregavam o efeito negativo da saída do gigante asiático das compras. Segundo os números parciais da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ao longo dos 18 primeiros dias úteis de março, foram embarcadas 107.470 t, média de 5,970 t/dia, o que representou queda de 22,3% sobre a média diária de março de 2022.

O economista Yago Travagini, da consultoria Agrifatto, com escritório em São Paulo, chama a atenção para o resultado ruim registrado especialmente na terceira semana de março, quando foram enviadas ao exterior 17.660 toneladas de carne bovina in natura, resultando em média de apenas 3.530 t/dia. “Trata-se da menor média diária dos últimos dois anos”, informa ele. Considerando os mesmos 18 dias de março/23, o faturamento médio diário com os embarques da proteína in natura ficou em US$ 28,8 milhões, baixa de 36,5% sobre a média diária obtida em março do ano passado.

Pontos de atenção

O momento de euforia registrado no mercado físico do boi gordo logo após o retorno da China aos negócios não “contaminou” positivamente os preços futuros. Pelo contrário: em relação ao quadro observado em fevereiro, os contratos futuros do boi gordo para o curto prazo (abril/maio/junho) perderam força na B3, a bolsa de mercadorias de São Paulo, oscilando abaixo dos R$ 300/@.

Na opinião da analista Laura Rezende, da Agrifatto, tal comportamento no mercado futuro é um sinal de que o segmento já havia precificado tal movimento de alta da arroba e também mostra que o preço físico do boi gordo talvez tenha atingido o “seu teto” (em torno de R$ 300/@, em SP). Essa percepção, diz ela, reflete o momento de mudança do ciclo pecuário (fase de baixa de preços), além do atual período de safra (maior oferta de boiada terminada no pasto).

Os analistas do Rabobank destacam outros dois pontos de atenção. No primeiro momento, diz o banco, a retomada das exportações para China resultaram em recuperação dos preços do boi gordo, “mas a tendência de aumento no descarte de fêmeas deve ser fator de pressão negativa nas cotações da arroba”. De fato, as fazendas brasileiras de corte têm elevado o número de matrizes enviadas ao gancho, um reflexo dos baixos preços do bezerro e demais categorias de reposição.

Um outro alerta mencionado pelo Rabobank é o atual avanço da gripe aviária na América do Sul, elevando os riscos de possível entrada do vírus em território brasileiro. Medidas de prevenção tem sido intensificadas, mas o poder disruptivo desse evento é alto. Na avaliação dos analistas, além do setor avícola, todo o segmento de proteína animal pode ser prejudicado caso a doença seja detectada no Brasil. Alguns países sul-americanos, como o Chile, registraram a presença do vírus da gripe aviária no final de 2022 e a Bolívia, Argentina e Uruguai relataram casos de contaminação neste ano.

Bezerro e milho recuam em SP

Em março/23, muitos recriadores e invernistas de São Paulo foram buscar bezerros em outras praças pecuárias, causando forte queda nos preços locais do produto, informa a zootecnista Jayne Costa, analista da Scot. Comparado aos preços de fevereiro último, todas as categorias de machos anelorados apresentaram recuo em suas cotações no mês passado, em SP.

O bezerro desmamado teve baixa mensal de 4%, indo para R$ 2.164/cab, em média, enquanto o garrote sofreu baixa de 5,6%, fechando março em R$ 2.762/cab, informa Jayne. A novilha, por sua vez, teve queda de quase 1%, em comparação com a mesma base, fechando março em R$ 2.326/cab.

Entretanto, no MS, considerado o berço da cria no Brasil, o preço do bezerro registrou avanço em março/23, iniciado abril também com tendência de alta. O Indicador Bezerro do Cepea fechou o último mês cotado em R$ 2.450, valorização de 1,1% sobre a cotação de fevereiro. No começo de abril (fechamento desta edição), o mesmo indicador bateu 2.514,21/cabeça, com forte alta diária de 2,6%.

Milho – Os preços do milho, principal insumo da ração bovina, fecharam março em baixa em SP, iniciando abril também em queda. Segundo o Cepea, enquanto os produtores locais têm necessidade de escoar a produção da safra de verão, os compradores nacionais e externos limitam as aquisições do cereal.

Vendedores estão mais flexíveis quanto aos valores e dispostos a realizar entregas imediatas, mas, do lado da demanda, os agentes sinalizam ter estoques para curto prazo, enquanto outros aproveitam as oportunidades atuais de maior oferta para adquirir o cereal por valores mais baixos. Na praça de Campinas, o milho fechou em R$ 82,60 a saca de 60 kg, com queda de 4% em relação ao valor registrado 30 dias antes, conforme dados do Cepea.

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O que é melhor: estimulação elétrica ou pendura pélvica?

Artigo de Alessandra Rosa, da Smart Meat Consultoria e Projetos Ltda, trata das tecnologias que têm sido testadas e aplicadas para a maciez da carne 

Por Alessandra Rosa – Smart Meat Consultoria e Projetos Ltda (alessandra.rosa@smartmeat.com.br). Colaboraram no artigo: Saulo da Luz e Silva – professor da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos/USP  e Vitor Mattos – Minerva Foods S.A.

A maciez é uma das características mais importantes da carne bovina e, ao mesmo tempo, apresenta grande variabilidade, uma vez que é influenciada por diversos fatores relacionados à genética e ao ambiente. Em busca de melhorar a maciez e oferecer produtos mais padronizados para essa característica, várias tecnologias têm sido testadas e aplicadas com relativo sucesso. Dentre elas, a estimulação elétrica de média voltagem das carcaças, a suspensão pélvica e a maturação comercial comprovadamente contribuem para melhorar a maciez.

A estimulação elétrica de média voltagem foi desenvolvida na Austrália e adaptada, no Brasil, por meio de algumas iniciativas, como a parceria Minerva Foods, Smart Meat e Fluxo Industrial, sendo esta última empresa responsável pelo desenvolvimento dos equipamentos. Os resultados têm se mostrado promissores, indicando que, quando a tecnologia é bem aplicada, pode promover melhoria na maciez da carne equivalente a 11 dias de maturação, em comparação com amostras não estimuladas.

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Dinapec: no embalo dos 50 anos da Embrapa

Novo BPA, novo site do Cicarne e novo selo para carne de qualidade foram algumas das ações da Dinapec 2023

Palestras, como sempre, foram muito concorridas.

Por Ariosto Mesquita

Muitas menções aos 50 anos da Embrapa, cuja primeira diretoria foi empossada em abril de 1973. Essa foi a marca da 15a Dinâmica Agropecuária (Dinapec), feira tecnológica bianual conduzida pela Embrapa Gado de Corte, com sede em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, nos dias 22 e 23 de março último.

VEJA TAMBÉM | O decálogo do bom Embrapiano

Remanescente dos primórdios da empresa (foi contratado em 1º de março de 1975), o atual chefe-geral da Gado de Corte, Antônio (Toti) do Nascimento Ferreira Rosa, fez um cuidadoso balanço na abertura da feira, ressaltando a importância da pesquisa na viabilização de uma série de avanços em diversos segmentos produtivos do País, nas últimas décadas.

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Datagro reforça seu indicador do boi

Consultoria reforçou seus serviços de informação com a adesão dos grandes frigoríficos, além de 5 mil pecuaristas

Por Maristela Franco

Para atender uma demanda crescente de instituições financeiras e investidores sobre o mercado pecuário (muitos deles detentores de ações de frigoríficos na Bolsa), a Consultoria Datagro reforçou seus serviços de informação sobre o setor no mês de março, lançando seu Brazil Beef Report, com periodicidade mensal.

O relatório, exclusivo para assinantes, contém uma grande quantidade de informações sobre o mercado bovino, com análises de oferta, demanda doméstica e internacional, clima, escalas de abate, ciclo pecuário, relações de troca com insumos, exportações, desempenho de países concorrentes do Brasil e outros fatores que impactam a precificação do boi gordo.

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Autocontrole no centro do debate

Lei aprovada em dezembro é aplaudida por agentes privados, que preveem mais agilidade na produção industrial e até melhor desempenho dos fiscais agropecuários

Palestrantes debatem no painel sobre fiscalização de carnes.

Por Renato Villela

Antigo desejo do setor privado, o monitoramento técnico-sanitário da produção industrial, atribuição antes restrita a agentes públicos, começa a sair do papel. Aprovada em 22 de dezembro do ano passado, a Lei 14.515 discorre sobre os chamados “programas de autocontrole” dos agentes privados. A despeito de estarem sujeitos à auditoria do poder público, esse agentes esperam que a legislação, que ainda aguarda regulamentação para ser aplicada, traga mais agilidade às indústrias, além de desafogar o trabalho dos servidores federais, que sofrem com falta de pessoal diante da demanda provocada pelo crescimento exponencial da produção agropecuária nas últimas décadas.

O tema foi discutido no painel “Perspectivas para a fiscalização de carnes no Brasil”, durante a 4ª Expomeat – Feira Internacional para a Indústria de Processamento de Proteína Animal e Vegetal, que aconteceu em São Paulo, entre os dias 28 e 30 de março. Representantes da indústria e do governo, entre eles os fiscais agropecuários federais, debateram sobre as perspectivas da nova lei, cobraram mais clareza sobre alguns pontos e alertaram para o risco de que a legislação interfira na competitividade das empresas, favorecendo as que possuem mais condições de implementar programas de autocontrole em suas plantas.

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Giro Rápido: fique por dentro das novidades da pecuária

Confira os destaques da seção ‘Giro Rápido’ da Revista DBO de abril

Alta inicia programa inédito sobre a criação de bezerros

A Alta criou o primeiro programa nacional de levantamento de dados na criação de bezerros de corte, o Alta Cria Beef. O objetivo é conhecer e gerenciar os principais dados zootécnicos dessa atividade para compreender os desafios do nascimento até a desmama, criando uma importante ferramenta para a tomada de decisão.

As regras do programa consistem no envio de dados em data preestabelecida e o preenchimento de questionário on-line no site da Alta. Para participar, é preciso, primeiramente, realizar o cadastro via e-mail. Na fase inicial, o programa levantou dados da estação de nascimento de fazendas distribuídas por cinco Estados brasileiros (MG, SP, GO, MT e MS), somando mais de 40.000 matrizes prenhes.

Nasce a primeira faculdade de agronegócio do Brasil

Marcos Fava Neves, fundador da Markestrat, e Chaim Zaher, CEO do Grupo SEB

Com investimento de R$ 100 milhões previsto para os próximos cinco anos, a Markestrat Agribusiness (empresa de projetos de consultoria, inteligência de mercado e educação corporativa voltada ao mercado agro brasileiro e internacional) e o Grupo SEB ( um dos maiores grupos de educação do País) se uniram para criar a Harven Agribusiness School, a primeira faculdade de agronegócio brasileira, que deve começar a operar a partir de 2024, com sede em Ribeirão Preto (SP). A expectativa é de se chegar a 3.500 alunos de graduação, pós e especializações nacionais e internacionais já nos primeiros anos de atuação.

Expozebu na pegada de carbono da pecuária

Com início em 29 de abril e término em 6 de maio, a 88ª Expozebu, em Uberaba (MG), contará com 35 leilões, 3 shoppings de animais, 12 julgamentos de raças, 2 campeonatos especiais (matriz modelo e matriz frigorífica) e mais uma edição do Programa Zebu Carne de Qualidade, que, desde 2022, tem trabalhado com a sistematização da produção sustentável via programas Carne Baixo Carbono (CBC) e Carne Carbono Neutro (CCN).

A temática estará presente em boa parte da programação neste ano, que abordará técnicas inovadoras para produzir mais, com menos impacto ambiental. “Queremos dar orientações para que os pecuaristas passem a cumprir as exigências do mercado, que vêm do próprio consumidor e são urgentes”, disse Gabriel Garcia Cid (foto), presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), em coletiva de imprensa na capital paulista, no dia 22 de março. A entidade prevê público superior a 430.000 pessoas na feira e movimentação acima de R$ 350 milhões.

México abre “portas” para a carne brasileira

Um total de 34 frigoríficos brasileiros estão habilitados a exportar carne bovina ao México desde março. Plantas frigoríficas em Santa Catarina, um dos Estados brasileiros reconhecidos como livres de febre aftosa sem vacinação, estão autorizadas a exportar carne bovina in natura, e unidades em outros 14 Estados (quatro deles com status de livre de aftosa sem vacinação e 10 livres com vacinação) poderão embarcar carne maturada sem osso.

A abertura do mercado mexicano para a carne bovina brasileira foi anunciada pela Secretaria da Agricultura e Desenvolvimento Rural daquele País no início do mês passado e foi comemorada pelo mercado. “É um momento histórico para as relações comerciais brasileiras, especialmente para a carne bovina, e o sonho de uma década”, disse o ministro da Agricultura e Pecuária brasileiro, Carlos Fávaro, em nota divulgada pelo Mapa. O México já havia ampliado a abertura de mercado para a carne suína em fevereiro.

Friboi estreia duas marcas premium de canadenses no Brasil

A JBS/Friboi acaba de realizar a primeira importação de carne canadense na história do Brasil. O movimento inédito vai viabilizar a estreia de duas novas marcas premium da JBS Canadá no mercado brasileiro: a Canadian Diamond Black Angus e a Canadian Diamond Beef. Os novos produtos serão comercializados pela Friboi para clientes no varejo e em redes de food service. A estratégia visa a ampliação do portfólio de carnes premium importadas pela empresa e comercializadas no País, além de fortalecer a relação comercial entre Brasil e Canadá. Em agosto de 2022, a Friboi realizou o primeiro embarque de carne bovina in natura brasileira para o Canadá, num total de 27 toneladas do produto.

Embrapa lança série de vídeos sobre genética e produção de carne

O Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) dão início a um novo projeto: o Minuto Promebo. A iniciativa consiste em uma série de vídeos, com cerca de 1 minuto cada, que buscam responder às dúvidas mais recorrentes sobre o programa de melhoramento da Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC). A primeira temporada contará com 13 produções estreladas por quem entende do assunto: as equipes técnicas das entidades e criadores que participam do Promebo.

A cada 15 dias, vídeos estarão acessíves nas redes sociais do programa (@promebo) e da Embrapa Pecuária Sul (@embrapa.pecuaria.sul). Na mesma linha, encontra-se outra iniciativa da Embrapa para popularizar informações científicas sobre a pecuária, a série “Carne Brasileira”, em três vídeos. O primeiro da série fala sobre a “Carne a Pasto” e mostra que cerca de 85% da produção pecuária brasileira é realizada sobre pastagens, o que confere vantagem competitiva à atividade em um cenário internacional, pela qualidade do produto e menores custos de produção. Assista em: www.youtu.be/QSu9Nek8Y8M

GA+Intergado terá nova marca

Em processo de fusão desde dezembro de 2021, a GA e a Intergado (as duas principais empresas de tecnologias para bovinos do mercado) devem lançar sua nova marca em abril e também uma solução inovadora para leitura automatizada de cocho, que possibilita melhorar o desempenho animal e reduzir desperdícios. A companhia gerada pela fusão atende 68% do mercado de confinamento do Brasil e oferece soluções para pesquisas com eficiência alimentar, pesagem individual, tecnologias de gestão e rastreabilidade. Seus sistemas já gerenciam informações de mais de 7 milhões de bovinos/ano no País.

A empresa é responsável pela gestão de R$ 22 bilhões em ativos e espera um crescimento em torno de 150% de receita nos próximos três anos, a partir da ampliação de seu portfólio e da expansão da presença internacional (já atua em nove países de quatro continentes).

Medida que prevê abertura de valas e drenos no Pantanal gera embate

O Instituto SOS Pantanal denunciou a resolução do secretário de Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck, que, segundo a entidade, abriu brechas para a ocorrência de estragos socioambientais no Pantanal. A medida, de 8 de março, permite que qualquer pessoa faça valas e drenos para escoamento de água, inclusive dentro de zonas de proteção de uso restrito, como a planície pantaneira e a Serra da Bodoquena. A denúncia foi rebatida por Verruck, sob a justificativa de que os altos índices pluviométricos prejudicaram substancialmente plantações de soja e milho.

Os biólogos do SOS Pantanal garantem que o bioma, por natureza, represa água e observam que o Pantanal passou por um longo período de estiagem. “Este é o primeiro ano com o retorno ainda tímido das águas na planície e por isso não faz sentido a liberação para drenos em uma paisagem que sequer voltou ao seu auge de cheias”, argumentam.

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Confira o que rolou nas redes DBO em março

Veja o que os leitores de DBO estão comentando nas redes e as 10 matérias mais lidas do mês

As 10 mais lidas no Portal DBO em março de 2023

1ª – Curral sob medida

2ª – Boi gordo: retenção de oferta e aperto nas escalas intensificam queda de braço entre pecuaristas e frigoríficos

3ª – BRS Sarandi, nova cultivar de capim-andropogon, é apresentada na Dinapec

4ª – O retorno do fantasma chinês

5ª – Gigante agrícola avança na pecuária

6ª – Roçando e adubando para controlar o capim capeta; entenda

7ª – Marrocos recebe primeiro carregamento de bovinos vivos do Brasil

8ª – Na reposição, preços continuam derretendo

9ª – MG: média de R$ 2.620/cabeça em leilão em Uberaba

10ª – Quatro tendências do agronegócio para 2023, segundo a ABPO

Destaques do DBO Play em março de 2023

O que o pecuarista pode esperar para o mercado do boi em abril e início da entressafra?

A nova realidade do milho e os ajustes da pecuária

Rolou nas redes DBO…

NO E-MAIL

DBO na sala de aula

A Revista DBO sempre foi vista como referência na divulgação de informações técnicas e econômicas para o pecuarista, mas também está sendo usada com frequência como material didático. O professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Fernando Borges, que, segundo nosso colunista Enrico Ortolani, é um parasitologista de mão cheia, usou três materiais publicados na revista para enriquecer o conteúdo fornecido a seus alunos: dois dos artigos da série sobre bicheira escritos por Ortolani e publicados nas edições de dezembro de 2022 e março de 2023; e um artigo do mesmo autor sobre a mosca dos estábulos (praga do ano), publicado no Anuário 2023. É a DBO chegando às salas de aula!

NO FACEBOOK

O Brasil está muito dependente da China. Já pensaram se um dia a China decide diminuir as compras dos nossos produtos em 30% ou 40%? Seria uma catástrofe.Samuel Barbosa e Queiroz (Boi gordo: à espera da China, ritmo de negócios segue lento no mercado interno, aponta Cepea)

O Agro é Brasil, é riqueza, um potencial econômico incalculável, é o alicerce da nossa economia. – Cláudio Faria (Faturamento com exportações do agronegócio atinge US$ 160 bi em 2022)

NO INSTAGRAM

A revista sempre é muito boa, mas essa edição em especial está sensacional! Parabéns! @gustavopansani_ (Sobre a edição de março da Revista DBO)

Obrigado pelo espaço na revista! Cada fazenda é única. Levar em consideração as particularidades dela na hora de desenvolver o projeto, aliado ao comportamento natural do gado, é a única forma de ter um curral eficiente na prática. @manoelprata_ (Manoel Prata é projetista de currais e foi o entrevistado da reportagem “Curral sob Medida”, publicada na edição de março da Revista DBO)

Aí sim! Tecnologia acessível e que realmente ajuda o trabalho no campo.@fazenda_mariquita (Embrapa e startup planejam desenvolver tecnologia acessível para rastreabilidade)

Muito bom! A Embrapa é um orgulho para os brasileiros! Investimento em educação e ciência é a saída para este País!@dirceujuliodec (BRS Sarandi, nova cultivar de capim-andropogon, é apresentada na Dinapec)

NO LINKEDIN

Dr. Felippe Serigati, o senhor não imagina minha satisfação ao assisti-lo falando de pecuária. Como seu ex-aluno do MPAGRO, sabe da minha admiração pelo seu trabalho e a minha paixão por pecuária. Muito grato por suas aulas e por sua amizade, forte abraço! – Edson Guimarães (Mercado pecuário: Problemas sanitários na produção de outras proteínas podem influenciar no preço da carne bovina no Brasil?)

NO YOUTUBE

Parabéns pelo vídeo. Estou plantando 40 ha completamente no escuro, sem saber nada dessa gramínea. Todo dia procuro informações e não acho. Parabéns pelo vídeo, você não imagina a alegria que me trouxe.Douglas Smyszniuk (O capim Estrela Africana vai bem em sistema rotacionado?)

Excelente dica para aumentar a taxa de lotação das pastagens.Pedro Marcos (Limpeza, divisão e adubação é o caminho para o sucesso)

Leia a Revista DBO de abril de 2023 AQUI.

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