Conteúdo: 3/02/2023

Anuário DBO | Que pecuária teremos em 2030?

Aplicação de tecnologias deverá incrementar vários indicadores, de rebanho a áreas degradadas que serão recuperadas

Por Ariosto Mesquita | Colaborou: Moacir José

Forte intensificação para maior produção de carne em espaços menores, com ampliação do uso de tecnologias; avanço no uso de insumos e de soluções digitais; adoção de modelos sustentáveis e um enorme desafio em reduzir emissões de gases de efeito estufa (GEE), para atender ao mercado interno; ampliar e qualificar as exportações.

Certamente, o (a) leitor(a) já ouviu falar em muitos destes tópicos como necessários para o avanço da pecuária brasileira. E, em resumo, é o que se desenha (e está em curso) para a atividade em 2030, segundo avaliações de especialistas e pesquisadores ‒ além projeções de estudos científicos ‒ consultados por DBO.

O que se verá ao longo desta matéria serão projeções que ilustram esse avanço. Por exemplo: as áreas de integração da pecuária com lavoura e floresta deverão ocupar 35 milhões de hectares em 2030, 75% mais do que hoje. Mais áreas de pastos degradados (entre 7 e 13 milhões de hectares) serão reformadas, com uma oferta maior de gramíneas de cultivares híbridas de braquiária com espécies mais produtivas e resistentes.

E o rebanho seguirá crescendo, podendo chegar a 260 milhões de cabeças, 25% mais sobre a estimativa que aponta 207 milhões atualmente. A pecuária de corte brasileira será mais tecnificada e absorverá, pelo menos, 33% mais recursos de crédito rural do que hoje, passando de R$ 27 bilhões para R$ 36 bilhões em 2030.

Como consequência natural de tudo isso, nossa produção de carne bovina deverá se aproximar das 13 milhões de toneladas, quase 2 milhões a mais do que as 11,4 m.t. recordes atingidas em 2022. O consumo interno seguirá majoritário e a exportação seguirá ganhando terreno, com a China ainda sendo nosso maior comprador, ainda que com uma fatia menor (42%) do que a excessivamente elevada (61%) de hoje.

O grande desafio será o da redução da emissão de gases de efeito estufa (GEEs), sobretudo o metano, emitido em sua maior parte pelos bovinos. Aumento de rebanho significa maior número de animais emitindo o gás. Neste sentido, a “briga” será fazer prevalecer o conceito de emissão por unidade de produto. E nesse quesito o Brasil pode avançar mais, produzindo proporcionalmente mais carne em relação ao metano emitido.

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Anuário DBO | As megatendências para 2030

Estudo da Embrapa Gado de Corte, de 2020, foi ajustado e aponta as 10 mais importantes

Por Ariosto Mesquita | Colaborou: Moacir José

Concluído e apresentado em 2020, o estudo “O Futuro da Cadeia Produtiva da Carne Bovina Brasileira – uma visão para 2040” coordenado pela Embrapa Gado de Corte/Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) através de um projeto do Centro de Inteligência da Carne (Cicarne), faz uma projeção da atividade para 2040 se utilizando do Método Delphi (e apoio de outras ferramentas, como softwares), que sustenta que as previsões feitas por um grupo de especialistas são mais precisas se comparadas àquelas provenientes de grupos não estruturados ou individuais. Participaram 186 conhecedores que responderam sobre os seguintes temas: Insumos (saúde e genética), Insumos (nutrição e forrageiras), Produção (manejo e gestão), Produção (estrutura), Frigorífico, Consumo, Comercialização e Regulamentação.

O trabalho, com 136 páginas, avalia diversos aspectos para a pecuária brasileira como possibilidades de erradicação de doenças com perdas econômicas, consolidação de terapias alternativas, viabilização da maciez na carne via edição gênica, chegada dos ‘robôs peões’ (em sistema teleguiado para movimentação animal) e o reconhecimento da carne bovina brasileira como de qualidade.

Guilherme Cunha Malafaia.

Como resultado efetivo, o estudo apresenta 10 megatendências. Como estes cenários estão vinculados a uma projeção para o ano de 2040, DBO propôs ao coordenador geral do estudo, Guilherme Cunha Malafaia, que fizesse uma projeção do comportamento dessas megatendências para 2030, com base no monitoramento feito pelo Cicarne levando em consideração os avanços obtidos pela bovinocultura de corte brasileira até este início de 2023.

VEJA TAMBÉM | Que pecuária teremos em 2030? 

Para facilitar a compreensão do leitor, o pesquisador classificou cada uma das megatendências de 0 a 10, fazendo algumas considerações e identificando, assim, a ordem crescente de possibilidade da projeção se tornar real ao final dos próximos sete anos. “Não significa que estarão sendo adotadas em baixa, média ou total plenitude. É apenas uma avaliação sobre que estágio de avanço podem chegar em 2030 a partir de um quadro atual”, avisa o cientista.

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Anuário DBO | Dentro e fora da porteira

Como os especialistas enxergam o comportamento do pecuarista e do mercado da carne em 2030

Foto: Reprodução/Internet

Por Ariosto Mesquita | Colaborou: Moacir José

A pedido de DBO, as consultorias Scot e Athenagro e o pesquisador Fabiano Barbosa – da empresa holandesa De Heus Animal Nutrition – opinam sobre como algumas projeções se darão e os desafios que deverão ser enfrentados. Elas são apresentadas nos tópicos abaixo.

VEJA TAMBÉM:
+ Que pecuária teremos em 2030?
+ As megatendências para 2030 

1. insumos, gestão e automação – Os analistas Jayne Costa, Rodolfo Silber e Alcides Torres, da Scot, entendem que o agronegócio é o ponto de união das metas estabelecidas pela ONU (Organização das Nações Unidas) na Agenda 2030, cujos objetivos são a segurança alimentar, a sustentabilidade e a tecnificação. E o progresso na produção de alimentos e da carne bovina, em particular, está associado à conservação de recursos naturais, como solo e água.

Nesse sentido, a informatização no agro progride e melhora a gestão dos elos da cadeia produtiva. O uso de técnicas como a inteligência artificial (IA), rede 5G, realidade aumentada e outras é realidade nos principais países produtores de alimentos e, no Brasil, sua adoção deverá se consolidar até 2030.

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