De acordo com o Cepea, Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, a entressafra do leite vai chegar mais tarde este ano e os preço também vão demorar a subir. Dados divulgados pelo Cepea mostram que a queda em julho (referente à produção entregue em junho) foi de 6,16% em relação ao mês anterior, atingindo uma média de R$ 0,7242/litro no país. Neste período normalmente já deveria haver elevação nos preços em virtude da seca e pouco pasto.
De acordo Alessandro Casado, presidente da Comissão do Leite da Famato, a importação do leite de países como a Argentina e o Uruguai aumentaram a oferta do produto e forçou a queda nos preços. "Estamos vendendo por cerca de R$ 0,65 o litro, 3 centavos a menos, sendo que nosso custo é de aproximadamente R$ 0,60 por litro".
O presidente do Sindilat, Sindicato das Indústrias de Laticínios, Eldon Sontag, afirma que a redução, porém, não deve perdurar muito tempo, pois em breve os custos aumentarão e a oferta vai diminuir com o período de estiagem. "Ainda não sabemos de quanto será o aumento. Não será muito, mas em agosto teremos uma noção depois de contabilizar o impacto do inverno na região do país e na Argentina".
Mato Grosso produz atualmente cerca de 2 milhões de litros por dia, dos quais, 70% são utilizados na fabricação de queijos, 20% de leite fluído (para beber) e iogurte e 10% são destinados à fabricação de leite em pó. Segundo o presidente do Sindilat, 25% da produção mato-grossense é consumida no Estado, o restante é enviado outras regiões do país, principalmente para o sudeste. O Estado possui cerca de 40 mil produtores. Nos supermercados, os preços variam entre R$ 1,72 até R$ 2,79 de acordo com a marca e embalagem.
Fonte: A Gazeta